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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

UM DESAFIO DIAGNÓSTICO: UM RELATO DE CASO DE SÍNDROME DE BRUGADA

OLIVEIRA, ROVÂNIA FRISSO, OLIVEIRA, BÁRBARA DANTAS MARQUES , HESPANHOL, BRUNA XAVIER FRECHIANI DE CASTRO, SILVA, CAROLINA MARIA MONTEIRO E SILVA, DO AMARAL, DALTON HESPANHOL, FLOR, HULY CAROLINE OLIVEIRA, PIANCA, JÉSSICA CRISTINA PIOL
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO ESPÍRITO SANTO - COLATINA - ESPÍRITO SANTO - BRASIL

Introdução: A síndrome de Brugada (SBr), descrita pela primeira vez em 1992, é caracterizada por alterações eletrocardiográficas típicas em corações estruturalmente normais, além de estar relacionada com episódios de morte súbita(MSC). O seu real ônus permanece obscuro visto a prevalência de pacientes assintomáticos e a variabilidade dos achados no eletrocardiograma (ECG). Métodos: Foi realizado um estudo qualitativo, observacional, transversal do tipo relato de caso, por meio da coleta de dados do prontuário e exames complementares dos pacientes. Resultados: Paciente, 55 anos, foi internado há dois anos por queixa de dor precordial. Conduzido como angina instável, foi realizado cateterismo cardíaco, evidenciando presença de ponte miocárdica importante em descendente anterior e coração estruturalmente normal. Após 15 dias, em consulta ambulatorial, referiu que o quadro de dor torácica o acompanha há dois anos, além de palpitações e taquicardia frequentes. Realizado, nesse dia, ECG, verificou-se supra de segmento ST em precordiais direitas seguidos de inversão de onda T, compatíveis com o tipo 1 da SBr. Ademais, foi solicitado o estudo eletrofisiológico (EEF) para estratificação de risco, sendo induzida taquicardia ventricular (TV) sustentada que confirmou a necessidade do cardiodesfibrilador implantável (CDI) para a prevenção de MSC secundária. Após colocação do CDI, paciente referiu, no retorno, início do quadro de fraqueza, sudorese, síncope liga-desliga e dor torácica. A telemetria indicava 18 episódios de TV. Diante disso, foi realizada a reprogramação do CDI e iniciado terapia antiarrítmica farmacológica (Amiodarona). Paciente em acompanhamento sem novos episódios de taquiarritmias.

Conclusão: Os pacientes com SBr geralmente permanecem assintomáticos , podendo não apresentar alterações eletrocardigráficas de brugada(Figura 1.A).No entanto, ao translocar os eletrodos para o 2º espaço intercostal pode obter o padrão eletrocardiográfico de brugada tipo 1, apresentando um supradesnivelamento do segmento ST do tipo côncavo ≥2 mm em mais de um eletrodo precordial direito (V1-V3), seguido por ondas T negativas (figura 1.B).A investigação  pode ser acrescida de estudo eletrofisiológico com tentativa de indução de taquiarritmias ventriculares por estimulação elétrica ventricular programada (figura 2). Por fim, a estratificação do paciente é de importância prognóstica, pois o implante de CDI é a única medida profilática capaz de prevenir a MSC, ademais alternativas promissoras no tratamento da SBR é a ablação de radiofrequência.

 

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