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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Aneurismas Gigantes de Artérias Coronárias: Relato de Caso

FENELON, M.P.M, SOUSA, L.V., PAVIE, P.L.X.M., CAVALCANTE, T.A., WICHROWSKI, V.C., PEREIRA, C.D., CHAVES, B.V.A, SILVA, I.A., CORSO, R.B., SOUZA, H.J.B
UniCEUB - Brasília - DF - Brasil, Cardiovascular Associados - Brasília - DF - Brasil

Introdução: Aneurismas em artérias coronárias são achados angiográficos raros. Em sua maioria, os casos em pacientes adultos estão associados à aterosclerose. Sua fisiopatologia não está bem esclarecida. Dentre os pacientes submetidos à angiocoronariografia, 0,15 a 4,9% apresentam aneurismas coronários. A definição atual mais aceita para aneurisma de coronária é o aumento focal do diâmetro que excede em 50% o diâmetro da artéria mais calibrosa do paciente. Atualmente, não há diretriz específica para o tratamento de aneurismas gigantes de coronárias e a literatura atual é baseada em experiências de especialistas. Considerando os riscos de complicações, o tratamento mais utilizado, em casos sintomáticos, é o cirúrgico. O método de escolha é a angioplastia ou revascularização de miocárdio associado à ressecção do aneurisma. Objetivo: O objetivo do presente trabalho é relatar o caso de um paciente com dois aneurismas gigantes de artérias coronárias, associados à múltiplos aneurismas envolvendo as artérias aorta, ilíacas, femorais e poplítea. Relato​ ​de​ ​Caso: M.A.M., 59, masculino, hipertenso, diabético, com histórico de aneurisma em artéria poplítea direita, em preparação para tratamento percutâneo, cursando com dispnéia progressiva há cerca de 6 meses. Teste de esforço revelou isquemia e cintilografia miocárdica com estresse farmacológico confirmou isquemia de 16% da massa ventricular, sem sinais de fibrose. Angiotomografia cardíaca e cineangiocoronariografia revelaram oclusão proximal de artéria descendente anterior, grande aneurisma de artéria circunflexa proximal, estenose de ramos marginais e aneurisma gigante de artéria coronária direita. Angiotomografia revelou ainda aneurisma em aorta abdominal infrarrenal, ilíaca interna direita, ilíaca comum esquerda e poplítea esquerda. Em um primeiro tempo cirúrgico, paciente foi submetido a revascularização do miocárdio com ressecção dos aneurismas gigantes com sucesso. Cerca de três meses após a cirurgia cardiovascular, ocorreu o tratamento percutâneo da aorta abdominal infrarrenal e ilíacas, sendo deixado, para um terceiro tempo, o tratamento, também percutâneo, da artéria poplítea esquerda. Conclusão: No caso apresentado, a opção pelo tratamento cirúrgico para revascularização do miocárdio com ressecção do aneurisma foi exitoso, sem qualquer complicação. A opção por tratar os diferentes aneurismas em termos cirúrgicos diferentes se mostrou, da mesma maneira, eficaz.

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