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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Estratégia para Redução de Risco Cardiovascular em Pessoas vivendo com HIV (vírus da imunodeficiência humana).

MELLO, Anna Leticia, Nathália Passos Alves, Erica Silva
SAE/CTA - Confresa - MT - Brasil, Universidade de Uberaba - Uberaba - MG - Brasil

 

 

Introdução: A infecção por HIV mantém-se com alta incidência no Brasil, segundo o Ministério da Saúde, em 2017, foram diagnosticados 42.420 novos casos.Estima-se que existam hoje 734 mil pessoas vivendo com HIV no Brasil. O tratamento com Terapia Antirretroviral (TARV) mostrou-se eficaz na redução da morbimortalidade, entretanto, trás efeitos adversos que impactam negativamente na qualidade de vida. Enquanto as causas de morte diretamente relacionada ao vírus declinam, há um aumento das complicações crônicas, principalmente quanto ao risco cardiovascular.  Além da lesão celular direta causada pelo vírus que provoca insuficiência cardíaca por miocardiotoxicidade, as complicações cardiovasculares são significativamente maiores entre os pacientes infectados e em uso de TARV. Destaca-se o impacto no perfil metabólico com aterosclerose precoce e acelerada, aumento da dislipidemia, elevação da pressão arterial e resistência insulínica. Fundamento: Estabelecer e aplicar estratégias para o controle de fatores de risco cardiovascular em pessoas vivendo com. Métodos: Foi aplicado escore de risco de Framingham em 64 pacientes, portadores de HIV em uso de TARV em dois momentos. Inicialmente, para identificar o risco cardiovascular. Em seguida, iniciado medidas de intervenção, como mudança no estilo de vida, controle de pressão arterial, antiagregante plaquetário e hipolipemiante, controle glicêmico e cessação do tabagismo. Após 6 meses, os indivíduos foram reavaliados para medir o impacto na prevenção de eventos cardiovasculares. Resultados: Na primeira avaliação, 73% dos pacientes apresentava baixo risco cardiovascular e após intervenção, esse grupo aumentou para 83%. Aqueles que apresentavam moderado risco eram 19% e, após seis meses, reduziram para 11%. Por fim o grupo de pacientes com alto risco, que inicialmente eram 8%, reduziu para 6%. Cabe ressaltar que 46 participantes (71%) melhoraram seus índices sem modificar a classificação de risco. Conclusão: Os resultados evidenciam a importância da estratificação e aplicação de estratégias para melhorar o perfil de risco cardiovascular. Além da importância do tratamento direcionado com TARV, a equipe assistencial deve priorizar o cuidado com demais comorbidades, pois eventos metabólicos e cardiovasculares podem assumir um perfil semelhante a outras doenças crônico-degenerativas e prejudicar a qualidade de vida.

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