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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Tendência de mortalidade por doenças cardiovasculares no estado da Bahia, no período entre 2000 e 2015

Yana Mendonça Nascimento, Adriana Lopes Latado
Faculdade de Medicina da Bahia- UFBA - Salvador - BA - Brasil

Introdução: A mortalidade por Doenças Cardiovasculares (DCV) tem diminuído nas últimas décadas no mundo e no Brasil, porém diferenças regionais parecem existir em nosso meio. Objetivo: Avaliar a tendência de mortalidade por DCV na Bahia no período entre 2000-2015, total, por sexo e faixas etárias, bem como pelas doenças cardiovasculares específicas (doença isquêmica do coração-DIC, doenças cerebrovasculares, doença reumática e insuficiência cardíaca-IC).Métodos: Estudo ecológico, série temporal. Os dados de doenças foram coletados pelo CID 10. Dados sobre óbitos foram obtidos através do SIM-DATASUS e dados sobre população da Bahia, através do IBGE. Foram adotadas taxas de mortalidade por 100 mil habitantes. Foram calculadas as taxas de mortalidade por DCV totais e por causas específicas, por sexo e por faixa etária:<40, 40-59, 60-69, 70-79 e ≥80 anos. Padronização direta das taxas de mortalidade foi usada visando ajuste para idade, tendo como padrão a população do ano 2010. Modelos de regressão linear foram usados para estimativa do percentual de variação das taxas de mortalidade no período. Resultados: Na Bahia, a mortalidade por DCV demonstrou, para a população total, masculina e feminina, aumento relativo de respectivamente, 32,2%, 31,7% e 33,1%. Após padronização por idade, não houve aumento para a população total nem para a feminina; a população masculina apresentou redução relativa de 5,4%.Observou-se aumento nas taxas para o subgrupo ≥80 anos, com tênue redução ou ausência de variação para as demais faixas etárias. Em relação à DIC, observou-se aumento progressivo das taxas brutas e padronizadas de mortalidade. As taxas de mortalidade ajustadas mantiveram a tendência de elevação, porém em menor dimensão: 43%, 24,4% e 29,2% para a população total, masculina e feminina, respectivamente. Houve redução progressiva das taxas brutas e padronizadas de mortalidade por IC nas populações de estudo durante o período avaliado. Para as doenças cerebrovasculares, as taxas ajustadas apresentaram redução modesta: 5,2% para a população total, 14,8% para a masculina e 2,5% para a feminina. Com relação à doença reumática, as taxas de mortalidade padronizadas sugeriram uma tendência modesta à redução, sendo progressiva a partir de 2008. Isso foi verificado especialmente no subgrupo <40 anos.Conclusões: As taxas de mortalidade por DCV na Bahia não reproduzem a tendência de queda evidenciada para alguns estados do Brasil, especialmente para o grupo total e para morte por DIC. Mortalidade por IC e doença reumática apresentou tendência à redução no período. 

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