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Relato de Caso: Fibroelastoma papilífero em valva aórtica associado a eventos cerebrais

VENTURINI; T. C. G., YAMAZAKI; N. U., ALMEIDA; D. T., SILVA; L. B. P., RESENDE; M. V. , ANDRIOLI; V. E. , MONACO; C. G., SUPERBIA; M., LUCENA; D. A., MENDES; M. F. N.
HOSPITAL TOTALCOR - São Paulo - SP - Brasil

Apresentação do caso

SRB, 66 anos, relata que há 02 meses apresentou amaurose fugaz. Procurou oftalmologista que solicitou ecocardiograma transesofágico que demonstrou valva aórtica espessada com imagem filamentar, móvel, aderida a face ventricular da cúspide não coronariana de 0,6 cm de comprimento compatível com fibroelastoma ou vegetação e forame oval pérvio.
Há 10 dias apresentou dificuldade de marcha e fala, sendo atendido em pronto socorro e diagnosticado com acidente vascular cerebral em território de artéria cerebral média direita, sendo encaminhado para o nosso hospital para tratamento. Realizou ETE que não visualizou componente móvel na estrutura descrita da valva aórtica.
A equipe assistente optou por tratamento cirúrgico com exérese de massa em folheto não coronariano e coronariano esquerdo e fechamento de CIA.
O anatomopatológico confirmou o diagnóstico de Fibroelastoma papilefero (FEP)

Discussão do caso

O FEP é um tumor cardíaco primário, raro, de crescimento lento, acomete as valvas cardíacas. São descritos como uma massa móvel, bem delimitada. Geralmente é uma lesão única. As cúspides aórticas são as mais acometidas, podendo acometer todas as superfícies endocárdicas
A incidência é igual em ambos os sexos, ocorrem em qualquer faixa etária. Na maioria das vezes é assintomática. Sua detecção precoce é importante, pois a complicação mais temida é a embolização sistêmica, particularmente para a circulação cerebral ou coronariana. Tais eventos dependem do seu tamanho, mobilidade e localização, além do potencial deflagrador da agregação plaquetária.
A patogênese ainda é indefinida. A hipótese mais aceita é a de que essas lesões se originam das excrescências gigantes de Lambl.
É um achado incidental e o diagnóstico é feito pelo ecocardiograma, que é o método ideal para a caracterização do tumor. É um instrumento útil na suspeição diagnóstica de eventos emboligênicos originados no coração. O achado é de uma massa, assemelhando-se a uma "anêmona do mar" com múltiplas ramificações presas por um pedículo ao endocárdio.

Comentários finais

 

Nos pacientes sintomáticos o tratamento de escolha é a ressecção cirúrgica que é um procedimento curativo. Nos assintomáticos, a conduta não está definida. 

 

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