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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Morte súbita por miocardite

Diogo Thadeu Meira, Gustavo Luiz Gouvea de Almeida Junior, Bibiana Almeida da Silva, Paula de Medeiros Pache de Faria, Milena Rego dos Santos Espelta de Faria, Paula de Castro Carvalho Gorgulho, Luis Eduardo Fonseca Drumond, João Victor Batalha Alcântara, Lucas Vargas Waldeck Amaral Pimenta
Casa de Saúde São José - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil

Introdução: As doenças cardiovasculares são responsáveis por aproximadamente 17 milhões de mortes por ano no mundo, sendo cerca de 25% por morte súbita cardíaca. As causas de MSC divergem entre as faixas etárias, mas de uma forma geral a doença arterial coronariana é a causa mais comum, respondendo por até 70% dos casos. Relato de caso: Paciente T.M.S., masculino, 38 anos, obeso, DAC (PTCA com 2 stents em ADA, 2 stents em Cx e 1 stent em CD) interna após quadro de morte súbita abortada. O evento ocorreu após intenso esforço físico, atendido por médicos que estavam no local e submetido a manobras de RCP, verificado ritmo de fibrilação ventricular e realizada desfibrilação elétrica, revertendo ao ritmo sinusal após primeira tentativa. Na admissão, exames laboratoriais não evidenciavam alterações, o ECG mostrava ritmo sinusal, BRD de primeiro grau prévio, o ecocardiograma transtorácico com FSVE preservada, sem alterações segmentares e o cateterismo cardíaco com stents pérvios. Realizada ressonância miocárdica (RM) que evidenciou padrão de realce tardio compatível com miocardite aguda. Optou-se pelo implante de cardiodesfibrilador, sem intercorrência, tendo o paciente recebido alta hospitalar. Discussão: A miocardite tem uma ampla variedade de apresentações clínicas. A parada cardíaca é uma complicação bem estabelecida da miocardite viral aguda, tendo baixa incidência, variando entre 1-11% de acordo com a população em estudo, sendo mais comum em indivíduos com menos de 35 anos. Ao considerar a possibilidade de miocardite, o procedimento padrão ouro seria a biópsia endomiocárdica. No entanto o elevado custo, a disponibilidade reduzida e a possibilidade de graves complicações limitam a padronização do uso dessa técnica. Frente a sua alta especificidade e viabilidade, a RM deve fazer parte da investigação etiológica. No que diz respeito à profilaxia secundária de morte súbita em pacientes pós-miocardite, a indicação de implantar o CDI permanece um desafio, visto que a miocardite é uma condição transitória da qual a recuperação é comum podendo cicatrizar completamente e as arritmias durante a fase aguda geralmente não são consideradas decisivas para indicações imediatas. Conclusão: Ao abordar um paciente sobrevivente de morte súbita, miocardite deve entrar como diagnóstico diferencial, principalmente em indivíduos com coração estruturalmente normal, sendo antes excluída doença arterial coronariana e outras doenças cardiovasculares.

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