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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Efeito da Dapagliflozina na repolarização elétrica de pacientes diabéticos tipo2 (DM2)

R N Campos, ACNC BERBEL, ASTH de Moraes, TC Valente, LG Dragone, FR Maia, RM Auge, BG Gustinelli, DAR Moreira
HOSPITAL BENEFICÊNCIA PORTUGUESA - - SP - BRASIL

Fundamentos:O estudo EMPA-REG OUTCOME demonstrou que o uso da Empagliflozina no tratamento de diabéticos tipo 2 com elevado risco cardiovascular reduziu o risco de morte cardiovascular e morte por todas as causas e que este benefício possivelmente não possa ser explicado por diminuição de eventos coronarianos ou cerebrovasculares. Estudos de vida real (CVD-REAL e CVD-REAL 2) apontam para um possível benefício de classe. Quando observado o comportamento do benefício clínico, nota-se uma precocidade no benefício de redução de morte, que pode sugerir redução em morte súbita. O pico eletrocardiográfico da onda T (Tpico) até o intervalo final da onda T (Tfim) correlaciona-se com a dispersão da repolarização ventricular e o seu prolongamento eleva a propensão de reentrada elétrica que pode causar taquiarritmia ventricular e mostrou predizer taquiarritmia ventricular e morte em múltiplas populações de pacientes.

 

Objetivo: O objetivo do presente estudo é avaliar se o uso de Dapagliflozina reduz o intervalo T-pico – T-fim de pacientes diabéticos tipo 2 em associação a terapia padrão.

 

Métodos: Foram avaliados 32 pacientes diabéticos tipo 2 em tratamento medicamentoso e com HBA1c maior que 7,5%. Na consulta inicial os indivíduos foram submetidos a avaliação médica, tiveram seu eletrocardiograma realizado e iniciaram, em associação ao tratamento padrão, 10mg de Dapagliflozina. Após média de 170 dias, foram submetidos a nova consulta médica e nova realização de ECG. Foram excluídos pacientes que apresentavam QRS maior que 120ms, aqueles que abandonaram o tratamento em e em tratamento com insulina. Os dados estatísticos foram avaliados pelo teste t e foi adotado como índice descritivo com significância menor que 0,05. 

 

Resultados: Dos 32 pacientes avaliados inicialmente 19 apresentavam elegibilidade para o estudo. A tempo médio em uso crônico e regular da medicação foi de 170,1 dias. Da amostra avaliada 63,1% eram mulheres, 84,2% hipertensos, 66,6% dislipidêmicos e 16,6% dislipidêmicos. A média do intervalo T-pico – T-fim anterior a intervenção era de 84,75ms e após o uso crônico e regular de dapagliflozina, houve redução significativa do intervalo para 69,18ms (t = +2,78; GL 17; p=0,006417).

 

Conclusão: Dapagliflozina 10mg associada ao tratamento padrão reduz o intervalo t-pico – t-fim em pacientes diabéticos em terapia subotimizada. Este fato pode apontar para o potencial beneficio do iSGLT2 na diminuição de morte súbita e explicar a precocidade do benefício observado em reduzir morte cardiovascular em pacientes de elevado risco.

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