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Doenças isquêmicas do coração e fatores associados: mortalidade no município de São Paulo no período de 10 anos

Karolayne Camara de Barros, Carlos Gun, Lívia Meiken Franchi, Mariana Bamonte Seoane, Patricia Colombo-Souza
Universidade de Santo Amaro - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: Apesar do declínio dos últimos anos, as doenças isquêmicas do coração ainda caracterizam-se como uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo.Embora estudos apontem redução da mortalidade por esse desfecho, a baixa adesão às mudanças no estilo de vida e ao tratamento de comorbidades, ao lado do envelhecimento da população, as mantêm como importante causa de mortalidade.

Objetivos: Comparar notificações de morte por doenças isquêmicas do coração nas seis regiões de São Paulo, no período de 10 anos.

Métodos: Trata-se de um estudo transversal, descritivo, retrospectivo, com fonte secundária de dados. Teve como alvo de estudo a mortalidade da população por doenças isquêmicas do coração nas seis regiões do município de São Paulo. O período estudado foi de 2006 a 2016. As variáveis utilizadas foram sexo, raça/cor, idade e escolaridade.

Resultados: No período estudado foram registradas 97.524 mortes, sendo 55% do sexo masculino e 45% do feminino. A região do centro e sudeste apresentaram maior número de mortes por habitante, com 94 mortes/100 mil, e sul com o menor número, 57 mortes/100 mil. Segundo os dados, houve, em média, 93 mortes/100 mil homens e 83/100 mil mulheres, com diferença entre as regiões (p<0,0001). Nas regiões leste, norte e sul, verificou-se aumento no número de mortes ao decorrer dos anos. Além disso, segundo dados de cor/raça, a população com maior número de mortes, foi a branca com 75% do total e 10,79/mil brancos, seguido de parda, preta, amarela e indígena. Ademais, a segunda maior taxa de mortalidade foi de 8,88 a cada mil amarelos, seguido de 7,09 a cada mil negros e 4,21 a cada mil pardos. Observou-se, ainda, crescimento da mortalidade em todas as idades ao longo dos anos, mas ressalta-se importante crescimento na população de 15 a 44 anos. Conforme os dados de escolaridade, as faixas em que ocorreram menor número de mortes é a população sem escolaridade e de 12 anos ou mais, enquanto que de “1 a 3 anos” houve maior número de óbitos. Centro e oeste apresentaram crescimento da mortalidade com maior escolaridade, ao passo que o restante das regiões apresentou redução do número de óbitos com maior grau.

Conclusão: A prevalência de mortes por doenças isquêmicas do coração no município de São Paulo ocorreu em sua maioria homens, idosos, de cor branca e de baixa escolaridade. Os dados obtidos neste estudo evidenciam a necessidade de maior investimento público em planejamento de políticas públicas.

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