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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Aneurisma de tronco da coronária esquerda.

Fabiana Ceribelli Nechar, Fernando Platania, Luis Alberto Oliveira Dallan, Luis Roberto Palma Dallan, Leonardo Martins Barroso, Nelson Lopes dos Santos, Rider Nogueira de Brito Filho, Fernanda Douradinho, Verena Kunz Lopes, Sara Carneiro Vicente Bueno
Hospital Ana Costa de Santos - Santos - São paulo - brasil

Introdução: O Aneurisma de artéria coronária (AAC) é definido como a dilatação de 1.5 a 2 vezes o diâmetro dos segmentos adjacentes. A Incidência dessa patologia tem sido relatada em 0.3% a 4.9% dentre todos os pacientes que são submetidos a cineangiocoronariografia. A aterosclerose é definida como  etiologia mais comum e sua frequência é mais descrita em pacientes do sexo masculino .O Aneurisma de tronco da artéria coronária esquerda (ATCE) por sua vez, representa a anomalia coronária mais incomum , sendo considerada sua forma mais rara e vista em apenas 0.1% dos pacientes em cineangiocoronariografias diagnósticas de rotina.Relato de caso: Paciente do sexo masculino, 45 anos ,afro-descendente, hipertenso, é admitido em sala de emergência após ter sido submetido a teste de esforço -  referindo dor precordial típica associada a infradesnivelamento de segmento ST > 2 mm no terceiro minuto do exame. Paciente estável hemodinamicamente com eletrocardiograma da admissão sem sinais isquêmicos em repouso. Os marcadores de necrose miocárdica  foram  negativos e o ecocardiograma estimou fração de ejeção de 63% (método Teicholz), com desempenho contrátil global conservado sem alterações segmentares. Optado por cineangiocoronariografia, que foi realizada pela via radial direita com cateter diagnóstico (5F Left Judkins) mostrando tronco da coronária esquerda (TCE) com aneurisma sacular estendendo-se pelo terço proximal da artéria descendente anterior. O TCE apresentava diâmetro inicial de 0.6cm e a região aneurismatica com diâmetro de 2.0cm. Realizados provas reumatológicas e inflamatórias, sem resultados que sugerissem vasculite, doença de Kawasaki ou do sistema conectivo, sendo considerada mais provável a etiologia aterosclerótica. Paciente foi submetido a cirurgia de revascularização miocárdica, com implante de artéria mamária esquerda para coronária descendente anterior e diagonal - de forma sequencial, além de ponte de veia safena para ramo marginal de artéria circunflexa. Apresentou boa evolução no pós operatório, sem recorrência dos sintomas após 50 dias da cirurgia. Conclusões: Sabe-se que ainda não há consenso sobre o tratamento do AAC dependendo de fatores como seu tamanho e localização. Tratamento cirúrgico específico do ATCE ainda não é claro. O caso acima elucida provável origem aterosclerótica do ATCE coexistindo com lesões estenóticas de mesma origem, sendo nesses casos a revascularização miocárdica defendida pela maioria dos autores.

  (aneurisma sacular de TCE estendendo-se pelo terço proximal da artéria descendente anterior )

 

 

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