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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ASSOCIAÇÃO DE FIBROELASTOMA DE VALVA MITRAL COMO CAUSA DE ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO EM JOVEM

Milena Miranda Vasconcelos, Guilherme Carneiro Adami Ribeiro, Caroline FSM Pupo da Silveira, Marcello Laneza Felício, André Monti Garzesi, Leonardo Rufino Garcia, Márcia Terezinha Tardivo, Renato Teixeira, Rodrigo Bazan, Silméia Garcia Zanati Bazan
FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - - SP - BRASIL

 

Introdução: Os tumores primários cardíacos representam menos que 5% das causas de tumores cardíacos. Os mais comuns são os mixomas, lipomas seguidos pelos fibroelastomas.O fibroelastoma é um tumor cardíaco benigno raro, assintomático na maioria dos casos, porém reconhecido pelo seu potencial emboligênico, ocasionando sintomas cardíacos, neurológicos e vasculares, aumentando a morbidade e a mortalidade dos pacientes. Relato de caso: Paciente de 27 anos, sexo feminino, trabalhava em um frigorífico, deu entrada no setor de emergência apresentando afasia motora e hemiparesia em dimídio direito. Negava hipertensão arterial sistêmica ou diabetes mellitus, com história pregressa de tabagismo e uso de cocaína e maconha. Foi realizada tomografia computadorizada de crânio na admissão, que evidenciou hipodensidade fronto-parietal esquerda, comprometendo mais que 1/3 do território de artéria cerebral média (ACM) esquerda. Feito o diagnóstico de acidente vascular cerebral isquêmico (AVCi), porém a terapia de reperfusão cerebral com rt-PA via intravenosa não foi instituída devido ao ictus de 15h 40min. Os exames bioquímicos como sorologias virais (sífilis, HIV, hepatite B e C), investigação de vasculites e trombofilias foram normais. No primeiro dia de internação apresentou febre, sem foco infeccioso aparente. Submetida ao ecocardiograma transtorácico que evidenciou massa isoecóica séssil aderida à face atrial da cúspide anterior da valva mitral, medindo 6,8mm x 5,5 mm. Iniciada antibioticoterapia com Ceftriaxone e Gentamicina pela hipótese diagnóstica inicial de endocardite infecciosa. As três amostras de hemoculturas coletadas tiveram resultados negativos. Considerando o diagnóstico diferencial de fibroelastoma, foram realizados ecocardiograma transesofágico e ressonância cardíaca, compatíveis com o diagnóstico de fibroelastoma de valva mitral. Após discussão clínica, foi encaminhada à cirurgia cardíaca e submetida à ressecção do tumor com diagnóstico anatomopatológico de Fibroelastoma Papilífero da Valva Cardíaca. Conclusão: Pacientes jovens com AVCi devem ser investigados com ecocardiograma transtorácico e transesofágico. As massas cardíacas requerem história clínica, hemoculturas, exames laboratoriais e de imagem para estabelecer diagnósticos diferenciais. O fibroelastoma papilífero é uma causa potencial de AVCi em jovens. A ressecção cirúrgica do fibroelastoma é curativa e com excelente prognóstico.

 

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