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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Estamos conseguindo atingir as metas atuais de LDL colesterol nos pacientes de muito alto risco cardiovascular? Quantos destes poderiam se beneficiar de inibidores da PCSK9 pelos critérios FOURIER/ODYSSEY e NICE?

T El Andere, JAT Soto, IS Moreira, MN Wamser, HC Freitas, MPC Almeida, DB Araújo, A Bertolami, AA Faludi
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

 

 

Introdução: Com o aumento de evidências que a diminuição do LDL colesterol (LDL) se relaciona com a diminuição de eventos cardiovasculares, diretrizes de diferentes partes do mundo objetivam menores metas de LDL através da estratificação de risco cardiovascular. A inibição da paraproteina convertase subtilisina/kexina tipo 9 (PCSK9) reduz os níveis de LDL em até 60%, com subsequente diminuição em desfechos cardiovasculares.

 

Objetivo: Nossa meta foi avaliar em um centro terciário de cardiologia a proporção de pacientes de muito alto risco cardiovascular que atingiram a meta de LDL < 50mg/dL atualmente proposto pela diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Adicionalmente, nós averiguamos o número de pacientes que estavam recebendo terapia adequada com estatinas e quantos destes poderiam se beneficiar de inibidores da PCSK9 pelos critérios FOURIER/ODYSSEY e pelas recomendações propostas pelo National Institute for Health and Excellence (NICE).

 

Metodologia: Foram rastreados 2180 pacientes consecutivos de março de 2018 a fevereiro de 2019 para fatores de risco cardiovascular, níveis de colesterol e terapia medicamentosa vigente. Em seguida, foram estratificados conforme o risco cardiovascular, sendo avaliada a adequação à terapia com estatinas recomendada. Em seguida, avaliamos quantos dos pacientes de muito alto risco, que estavam em uso de estatinas de alta intensidade, apresentavam níveis de LDL utilizados para inclusão nos estudos FOURIER/ODYSSEY ( 70mg/dL) e recomendados pelo NICE (≥ 140mg/dL) para a introdução de inibidores da PCSK9.

 

Resultados: Dos 2180 pacientes avaliados, 1125 (56.2%) pacientes eram de muito alto risco cardiovascular. Destes pacientes, 136 (11.1%) apresentavam LDL < 50mg/dL, estando 320 (26.1%) pacientes adicionais com LDL < 70mg/dL. Quando avaliado o tratamento com estatinas vigente, 913 (74.5%) pacientes estavam recebendo estatinas de alta intensidade. Destes, 617 (65.9%) teriam indicação de introdução de inibidores da PCSK9 pelos critérios FOURIER/ODYSSEY e 88 (9.4%) pelas recomendações do NICE.

 

Conclusões: Com metas progressivamente menores de LDL, a busca por níveis ideais de LDL é um desafio para a prática clínica atual. Por mais que pacientes estejam recebendo a terapia recomendada com estatinas, permanece a dificuldade em atingir metas ideais, principalmente no grupo de pacientes de maior risco. Esses pacientes se beneficiariam da inibição da PCSK9, sendo o critério NICE, uma estratégia mais custo-efetiva, ainda aplicável em uma proporção substancial de pacientes.

 

 

 

 

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