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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Tratamento intervencionista de lesão complexa de artéria renal em paciente com hipertensão refratária e repercussões cardíaca e renal.

Ziotti SDV, Pinesi HT, Macedo TA, Lima, JJG, Kajita LJ
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

 

Figura 1

Figura 2

Introdução: A hipertensão arterial sistêmica (HAS) resistente é responsável por 12% dos pacientes com HAS, sendo destes 3,5% considerados refratários. Nesses casos, orienta-se a busca por causas secundárias de hipertensão, dentre as quais destaca-se a hipertensão renovascular. O tratamento intervencionista da estenose de artérias renais (EAR) é indicado apenas em casos selecionados.

Relato de Caso: Paciente masculino, 50 anos, afrodescendente, portador de HAS desde os 14 anos, dislipidemia e obesidade grau I, não tabagista e não etilista, com antecedente familiar importante de HAS. Ao longo da evolução apresentou eventos cardiovasculares caracterizados como encefalopatia hipertensiva, acidente vascular encefálico isquêmico transitório e angina instável recorrente, sempre relacionada a picos hipertensivos e eventual necessidade de nitroprussiato endovenoso. Foi encaminhado ao ambulatório especializado em hipertensão de hospital terciário, onde foi diagnosticado HAS refratária em uso de 6 classes de anti-hipertensivos: losartana 100mg/dia, hidroclorotiazida 25mg/dia, anlodipino 10mg/dia, carvedilol 50mg/dia, espironolactona 25 mg/dia, mononitrato de isossorbida 80mg/dia. Manteve níveis elevados de PA no domicílio a despeito de boa adesão aos tratamentos farmacológico e não farmacológico. Mantinha disfunção renal ao longo das consultas ambulatoriais, com ritmo de filtração glomerular estimado em 40mL/min/1,73m2. No último episódio de angina instável foi solicitado cinecoronariografia associada a arteriografia renal sendo evidenciado coronárias sem lesões obstrutivas e EAR esquerda de 70% e gradiente pré-pós estenose de 80 mmHg, caracterizando lesão complexa que envolvia óstio de bifurcação e artérias segmentares (Figura 1). Realizada angioplastia da artéria renal com dois stents (Figura 2), incluindo a artéria principal e a bifurcação, com sucesso. Após o procedimento, houve resolução da angina, melhora da função renal e do controle pressórico com menor número de medicações.

 Conclusão: Paciente com HAS refratária de etiologia renovascular, causando episódios de emergência hipertensiva, foi submetido a angioplastia com stent de lesão aterosclerótica complexa na artéria renal esquerda com melhora clínica importante. Esse caso ilustra a importância da investigação de causas reversíveis de hipertensão secundária, como a EAR, nos casos de HAS refratária, pois o tratamento intervencionista mesmo quando a lesão for anatomicamente complexa pode proporcionar melhora clínica destes pacientes.

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