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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Síndrome Coronariana Aguda em Paciente Com Timoma Avançado

Clara Salles Figueiredo, Cristina Salvadori Bittar, Ivanhoé Stuart Lima Leite, Antônio Fernando Lins de Paiva, Paulo Maximiano S. Neto, Silvia Moulin R. Fonseca, Carolina Maria P. D. de C. e Silva, Isabela Bispo S. da S. Costa, Lucas Trindade C. Ribeiro, Ludhmila A. Hajjar
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL, Instituto do Cancer Estado de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: O timoma é um tumor raro (0,15 casos/100 mil hab) que acomete principalmente o mediastino anterior. A sua malignidade tem relação com seu comportamento invasivo local, podendo comprimir estruturas vasculares com consequente pior prognóstico oncológico.

Caso clínico: paciente sexo feminino, 56 anos, com diagnóstico de Timoma B2 Masaoka IVa desde 2013, realizada radioterapia local e quimioterapia com cisplatina/etoposídeo, cisplatina/doxorrubicina e ciclofosfamida em 2014, porém com progressão de doença. Em 2015 a paciente recusou novos tratamentos e vinha apenas em seguimento com a equipe da oncologia. Tinha diabetes há 10 anos e episódio prévio de trombose venosa profunda tratada em 2012. Em dezembro/18, foi internada com quadro de dor precordial de forte intensidade (8/10), sem irradiação, tipo “em aperto”, por uma hora, associada a mal-estar, sudorese e dispneia. Contou que sentia dores em pontada em região torácica há meses, porém que essa foi mais intensa que o habitual. Sem achados relevantes no exame físico. O eletrocardiograma (ECG) inicial com ritmo sinusal e onda T invertida em DI e AVL, sem alterações dinâmicas em ECG subsequentes. A tabela 1 mostra a evolução dos marcadores de necrose miocárdica. Ecocardiograma com comprometimento sistólico discreto à custa de hipocinesia difusa do ventrículo esquerdo (VE), fraçao de ejeção do VE 50% e presença de extensa massa adjacente a parede livre do VE, com discreto efeito compressivo no coração, sem repercussão hemodinâmica (figura 1). Foi optado por realizar angiotomografia de coronárias para descartar doença arterial coronariana. O exame mostrou escore de cálcio zero e lesão moderada (50-70%) em região proximal da artéria circunflexa (ACX). Demais coronárias sem lesões. Observou-se ainda tumoração expansiva heterogênea situada entre o VE e o pulmão esquerdo com neovascularização macroscópica irrigada por ramos das ACX, marginais e ventricular posterior, além de sinais de invasão do miocárdio pelo tumor (figuras 2 e 3). O diagnóstico considerado foi de infarto agudo do miocárdio (IAM) tipo 2. A paciente evoluiu bem clinicamente e teve alta hospitalar com atorvastatina e AAS.

 

Discussão: paciente com sindrome coronariana aguda na presença de timoma avançado. Nesse paciente o tumor invade o miocárdio e é irrigado por vasos de pequeno e médio calibre provenientes da artéria circunflexa (neovascularização). Essas alterações podem explicar a isquemia miocárdica observada, já que existe um mecanismo de desbalanço entre oferta e consumo de oxigênio pelo miocárdio (IAM tipo 2).

 

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