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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

MORTALIDADE EM PACIENTES AMPUTADOS POR ISQUEMIA

Marina Lucianelli , Ícaro Sbardelotto Perin , Sthefano Atique Gabriel
UNILAGO - São José do Rio Preto - SP - Brasil

 

INTRODUÇÃO

   A amputação é o procedimento cirúrgico mais antigo e significa retirada, geralmente, cirúrgica, total ou parcial de um membro, sendo este um método de tratamento para diversas doenças.                              

  As etiologias que podem ocasionar a amputação de membros inferiores são:  as doenças vasculares , traumáticas,  infecciosas, congênitas, neuropáticas e iatrogênicas, sendo as causas vasculares mais frequentes.

  

MATERIAIS E MÉTODOS 

  O levantamento bibliográfico foi realizado nos trabalhos indexados nas bases de dados nacionais e internacionais, tais como: Google Acadêmico, Literatura Latino- Americana, Scientific Eletronic Library Online (SCIELO), Pub Med.

  Nesta revisão foram analisados 5 trabalhos.

 

RESULTADOS

  Foram analisados as informações clínicos de  297 doentes analisados no período dos últimos 5 anos. As taxas de eventos dependentes do tempo foram estimadas com recurso e a curva de Kaplan- Meier e as diferenças entre grupos investigados pelo teste de log rank. O impacto da idade na mortalidade foi estimado através de um modelo de regressão de Cox. 

  A etiologia predominante subjacente à cirurgia foi a doença arterial obstrutiva periférica (87%). A taxa de sobrevivência aos 30, 90, 365 dias e aos 5 anos nos doentes submetidos a amputação menor foi de 95% , 91% , 79% e 55%.

  Nos doentes submetidos a amputação maior foi de 82%, 70%, 62% e 35%. A presença de cardiopatia isquêmica e doença cerebrovascular tiveram impacto significativo como fatores preditivos de menor sobrevivência. Verificou- se maior sobrevivência nos doentes diabéticos. A taxa de mortalidade global aos 30, 90, 365 dias e aos 5 anos 12%, 23%, 33% e 59%. 

  Com relação à faixa etária, os pacientes amputados apresentarem maior proporção na faixa dos 50- 70 anos, com maior impacto no sexo masculino.

 

 

DISCUSSÃO

  A sobrevivência dos doentes submetidos a amputação maior foi inferior quando comparada com os doentes submetidos a amputação menor. A proporção de doentes submetidos a amputação maior precedida de cirurgia de revascularização também foi inferior, quando comparamos com as amputações menores.

 

CONCLUSÃO

    Observa-se uma alta taxa de mortalidade global em doentes amputados, logo nos primeiros 30 dias, sendo que é sempre maior quando consideramos as amputações maiores. Podemos associar estes resultados ao crescente envelhecimento da população que acarreta um maior número de comorbidades e menor capacidade de recuperação. No entanto, devemos refletir no papel não menos significativo da procura e do acesso a cuidados diferenciados.

 

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