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Reserva de fluxo coronário é forte preditora de mortalidade ao contrário da carga isquêmica em 551 pacientes submetidos ao exame de perfusão miocárdica por PET com Rubídio-82 e estresse farmacológico

NILSON T. POPPI, Soares Junior, J, Meneghetti, JC, Bruno M. Mioto, Giorgi, MCP, Izaki, M, Luiz A. M. César
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: A pesquisa de isquemia miocárdica é fundamental e amplamente difundida na abordagem prática do paciente com angina pectoris. Detecção de grandes áreas de miocárdio isquêmico em testes funcionais está associada à pior prognóstico e é utilizada para identificar os pacientes que mais se beneficiariam da revascularização miocárdica. A reserva de fluxo coronário (CFR) é um preditor independente de mortalidade cardiovascular. No entanto, faltam estudos que tenham avaliado comparativamente, pelo mesmo método, o impacto destas duas variáveis na mortalidade global.

Métodos: 551 pacientes consecutivos com sintomas estáveis encaminhados para realizar o exame de perfusão miocárdica de estresse com PET por Rubídio-82 foram incluídos neste estudo (52,3% homens, 63,1±12,4 anos; fração de ejeção de 55,6±17,4%) entre fevereiro e outubro de 2013. O desfecho primário foi o óbito por todas as causas. A informação a respeito do desfecho primário foi obtida por contato telefônico até março de 2017. As curvas de sobrevida foram obtidas em 4 grupos de pacientes pelo método de Kaplan-Meier, de acordo com a presença ou ausência de isquemia miocárdica e CFR (prejudicada <2, normal ≥2) (Figura). As variáveis associadas à mortalidade foram estudadas pelo modelo de regressão proporcional univariada de Cox e em seguida foram ajustadas pelo modelo multivariado de Cox.

Resultados: Durante um seguimento mediano de 32 meses (intervalo interquartil de 30 a 33 meses), foi registrada a ocorrência de 43 óbitos, correspondendo a uma taxa acumulada estimada para o evento de 7,8%. Os preditores de óbito após análise univariada foram: idade, diabetes mellitus, doença renal crônica, fração de ejeção do ventrículo esquerdo, índice de massa corpórea, e CFR. Após análise multivariada, apenas a CFR permaneceu associada de forma independente à mortalidade (Tabela).

Conclusão: Entre os pacientes ambulatoriais sintomáticos encaminhados para realizar testes perfusionais com PET por rubídio, a reserva de fluxo coronário é a mais forte preditora de mortalidade global. No entanto, nem a presença de isquemia miocárdica nem a carga isquêmica demonstrou associação com o mesmo desfecho.

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