Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Reperfusão química adequada em diabéticos identifica grupo de excelente evolução clínica pós-infarto agudo do miocárdio

Gabriel Kanhouche, Igor Ramon de Melo Batista, Lorraine Lorene Felix Cardoso, Luiz Paulo Mendes dos Santos, Pedro Perillo Magalhães Disconzzi, José Reynaldo Terán Gzmán, Suzi Emiko Kawakami, Adriano Henrique Pereira Barbosa, Iran Gonçalves Junior, Claudia M. Rodrigues Alves
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

INTRODUÇÃO: Diabetes Mellitus(DM) é conhecido fator de risco na evolução do infarto agudo do miocárdio com supra de segmento ST cursando com o dobro de eventos clínicos adversos comparados a não-diabéticos(não-DM). Características demográficas e clínicas desfavoráveis deste grupo podem influenciar no sucesso do tratamento. Durante acidente vascular encefálico isquêmico, o DM é preditor independente de falha de recanalização vascular pós trombólise sendo dado relevante a ser investigado também no infarto do miocárdio. OBJETIVO: Comparar taxas de reperfusão angiográfica ótima pós trombólise com sucesso clínico e comparar a evolução clínica daqueles com reperfusão angiográfica adequada entre pacientes(pct) DM e não-DM na estratégia fármaco invasiva (EFI) com tenecteplase (TNK) com até 6 horas de dor. MÉTODOS: Análise retrospectiva de dados coletados prospectivamente, de Jan/2010-Jul/2018, incluindo pct recebendo TNK em salas de emergência e transferidos para hospital terciário para angioplastia (ATC) da artéria do infarto. Definido sucesso clínico como paciente com resolução sintomática e eletrocardiográfica>50% pós TNK. Definido como reperfusão angiográfica adequada a presença de fluxo TIMI III na angiografia pré-ATC. As taxas de sucesso da ATC, choque cardiogênico e óbito na fase intra-hospitalar(IH) também foram analisadas. RESULTADOS: No período analisado, 2340 pct foram incluídos na rede de infarto. Tanto no grupo geral, quanto naqueles com sucesso clínico, o grupo DM apresentava características demográficas desfavoráveis com maior frequência (idade, sexo feminino, disfunção renal, prévia DAC e outros) e significante maior tempo dor-agulha (348 +603 vs280.3 +401 min, p=0.001) do que os não-DM. Nos DM (N=696), as taxas de sucesso clínico (60 vs68.7%, p=.0002) e angiográfico(56 vs80%, p<.0001) pós TNK foram menores do que nos não-DM (N=1644p). Entretanto, naqueles com sucesso clínico tratados dentro de 6 horas de dor(N=1203p), as taxas de fluxo TIMI III pré-ATC foram semelhantes entre DM (N=310) e não DM (N=893), (72,3%DM vs75,7% não-DM, p=0,24). Após ATC, as taxas de obtenção de fluxo TIMI III foram semelhantes (80.7% DM vs84.8% não-DM, p=0.1). Na evolução IH, observadas semelhantes taxas de morte (0,5% vs 0,8%; p=0,63) ou do composto choque cardiogênico e óbito (1,5% vs2,1% p=0,55) entre DM e não-DM. CONCLUSÃO: Pct DM com sucesso clínico de reperfusão com até 6h de dor, embora apresentem significante pior perfil clínico/demográfico, tem evolução semelhante à de não-DM quanto ao sucesso da ATC e desfechos de óbito e choque cardiogênico na EFI.

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

40º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

20 a 22 de junho de 2019
Transamerica Expo Center | São Paulo - Brasil