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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Influência do peso corporal no efeito do ácido acetil salicílico em pacientes com doença arterial coronária

Remo Holanda M Furtado, Paulo Rizzo Genestreti, Talia F Dalcoquio, Rocio Salsoso, Carlos J G B Dornas, Flavia B B Arantes, Marco A Scanavini Filho, Fernando R Menezes, Luciano M. Baracioli, Jose C Nicolau
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: O ácido acetilsalicílico (AAS) é amplamente utilizado na prevenção secundária em pacientes com doença arterial coronária (DAC), em dose diária de 75 a 100 mg independentemente do peso. Entretanto, uma meta-análise recente sugeriu que essa dose-padrão teve eficácia reduzida em pacientes com peso maior que 70 Kg. O objetivo desse estudo foi o de avaliar, em pacientes com DAC, a associação do  índice de massa corpórea (IMC) e peso com a farmacodinâmica do AAS.

Métodos: Foram analisados 438 pacientes em duas diferentes populações incluídas em banco de dados da nossa instituição. A primeira população (Grupo 1, n= 368), compreendia 204 pacientes hospitalizados com síndrome coronária aguda em uso de dupla anti-agregação plaquetária (DAP) com AAS e clopidogrel e 164 pacientes ambulatoriais portadores de DAC estável em uso apenas de AAS. Nesse grupo a agregação plaquetária foi avaliada com o VerifyNow Aspirin™,  sendo seus valores expressos em “Aspirin Reaction Units” (ARU). A segunda população (Grupo 2) constava de 70 pacientes portadores de DAC estável em uso de DAP. Nesse grupo a função plaquetária foi avaliada pela medida sérica de tromboxano B2  em pg/ml. Em ambos os grupos os pacientes utilizavam AAS não tamponado na dose de 100 mg/dia. Taxa de  atividade plaquetaria residual foi definida como ARU ≥ 550. Modelos de análise multivariada com regressão linear e regressão logística foram utilizados para ajuste dos potenciais confundidores.   

 Resultados: A agregação plaquetária se associou de forma independente com peso corporal, notando-se aumento de  8.41 no valor de ARU (95% IC 1.86-14.97; p ajustado =0.012) para cada 10 Kg. A taxa de atividade plaquetaria residual também foi significativamente associada com maior peso (p ajustado=0.007), com odds ratio =1.23 (95% IC 1.06-1.42) para cada10 kg. Resultados similares foram encontrados com IMC (kg/m2), com aumento de 15.5 no valor de ARU para cada 5 kg/m2 (95% CI 5.0-25.9; p ajustado=0.004) e maior taxa de atividade plaquetaria residual  com  odds ratio=1.43 (95% IC 1.13-1.81, p ajustado=0.003) para cada 5 kg/m2. O Tromboxano B2 sérico  foi maior em pacientes >70 kg versus aqueles com peso ≤ 70 kg (222.6 ± 62.9 versus 194.9 ± 61.9 pg/mL; p ajustado=0.018).

Conclusão: Em duas diferentes populações de pacientes com doença arterial coronária , aumento de peso corporal e IMC foram independentemente associados a menor efeito anti-agregante do AAS.

 

 

 

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