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Metanálise em Rede e Análise de Custo-Efetividade Comparada entre os Inibidores do Cotransportador de Sódio-Glicose 2 (iSGLT2) ou Terapia Padrão Otimizada (TPO) em Pacientes com DM2 e Doença Cardiovascular (CV) Estabelecida

Luiz Sergio F de Carvalho, Pedro R. Souza Junior, Andrei C Sposito
FACULDADE DE CIENCIAS MÉDICAS – UNICAMP - - SP - BRASIL, Escola Superior de Ciências da Saúde - Brasilia - DF - Brasil

 

Introdução. Como efeito de classe, todos os iSGLT2 reduzem o risco de morte CV em adultos com DM2 e doença CV estabelecida. Os estudos EMPA-REG, CANVAS e DECLARE mostraram uma redução significativa na morte por causas CV e hospitalização por insuficiência cardíaca (HIC) em comparação com placebo associados a TPO. No entanto, se o uso de iSGLT2 é economicamente vantajoso no contexto brasileiro ainda é desconhecido. O objetivo deste estudo foi avaliar a custo-efetividade da empagliflozina vs. dapagliflozina vs. canagliflozina ou TPO em pacientes com DM2 e doença cardiovascular estabelecida no Brasil.

 

Métodos. Um modelo discreto de simulação de eventos foi usado para simular eventos CV, renais e eventos adversos selecionados do estudo EMPA-REG. A ocorrência de cada evento foi modelada usando curvas de Kaplan-Meier para sobrevida livre de eventos, com covariáveis dependentes do tempo. A razão de risco para a dapagliflozina vs. canagliflozina vs. empagliflozina para cada evento modelado foi estimada a partir dos dados publicados dos estudos DECLARE, CANVAS e EMPA-REG, por meio de uma metanálise em rede (network) Bayesiana hierárquica para comparação indireta entre os tratamentos. Os custos e a utilidade foram retirados de fontes públicas brasileiras. A estatística foi gerada usando os pacotes gemtc e heemod para R 3.4.1.

 

Resultados. Estimamos que os pacientes tratados com empa viveram por 0,93 anos mais contra a cana, 1,14 anos contra dapagliflozina e 1,86 anos vs TPO, em função de menores taxas de mortalidade CV. Quando comparado ao TPO, empa, cana e dapagliflozina tiveram menores taxas de eventos por 100 pacientes-anos, exceto para AVC não fatal. Para empa e dapa houve menos amputações (0,58 vs. 0,64 vs. 1,08), lesão renal (0,33 vs. 0,35 vs. 0,47) e fratura óssea (1,12 vs. 1,14 vs. 1,45) em comparação com canagliflozina. Por outro lado as taxas de infarto do miocárdio não fatal (1,93 vs. 1,80 vs. 1,85), HIC (1,74 vs. 1,80 vs. 1,65), progressão albuminuria (5,96 vs. 6,18 vs. 6,14), resultado renal composto (1,16 vs. 1,22 vs. 1,20) foram semelhantes entre os fármacos ativos. Com base em um limite de R$ 30.000 (um limite usual nas análises econômicas brasileiras) por anos de vida ajustados pela qualidade (QALY), os iSGLT2 combinados foi altamente custo-efetivo em relação ao TPO em R$ 16.639 por QALY. Entre empa, cana e dapagliflozina, a relação custo-eficácia foi semelhante.

 

Conclusão. Os três fármacos são comparáveis em termos de custo-efetividade, e todos os três são custo-efetivos em relação à terapia hipoglicemiante usual para o cenário brasileiro.

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