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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA DO TRATAMENTO DE PARADA CARDÍACA COM RESSUSCITAÇÃO NAS REGIÕES BRASILEIRAS EM 10 ANOS

João Paulo Brum Paes, Raul Ferreira de Souza Machado, Caio Teixeira dos Santos, Yago Paranhos de Assis, Carla Maria Nogueira Cavalheiro, Vitória Helena Carvalho Furtado de Mendonça, Thaís Lemos de Souza Macêdo, Ivana Picone Borges de Aragão
Unv. de Vassouras - vassouras - RJ - Brasil

Introdução: As doenças isquêmicas do coração são a principal causa de parada cardiorrespiratória, intercorrência de grave ameaça à vida. A ressuscitação cardiopulmonar deve ser realizada quanto antes possível, pois, a cada minuto, 10% de probabilidade de sobrevida são perdidos. Analisar sua eficácia é essencial para encontrar as fragilidades do atendimento e assim aprimorá-lo. Objetivo: Analisar o atual panorama de procedimentos para tratamento de parada cardíaca com ressuscitação realizados no Brasil durante 10 anos e correlacionar a epidemiologia atual com os resultados obtidos. Métodos: Realizou-se uma coleta observacional, descritiva e transversal dos dados sobre tratamento de parada cardíaca com ressuscitação, disponíveis no Sistema de Informações Hospitalares do SUS de dezembro de 2008 a dezembro de 2018, avaliando valor de gastos públicos, complexidade, taxa de mortalidade, óbitos, permanência e caráter de atendimento. Resultados: No período analisado, observam-se 28.373 internações, representando um gasto total de R$53.761.067,43, sendo 2018 o ano com maior número de internações (4.733). Do total de procedimentos, 792 foram realizados em caráter eletivo, 27.580 em caráter de urgência e 1 por outras causas, todos considerados de média complexidade. A taxa de mortalidade total foi de 72,38, correspondendo a 20.537 óbitos, sendo 2017 o ano com taxa de mortalidade mais alta, 77,03, enquanto o ano de 2008 apresentou a menor taxa, 52,24. A taxa de mortalidade dos procedimentos eletivos foi de 58,96 em comparação a 72,77 nos de urgência. A média de permanência total de internação foi de 6,2 dias. A região brasileira com maior número de internações foi a Sudeste com 15.117 internações e, por último, a região Norte com 899. Entre as unidades da federação, o estado de São Paulo concentrou a maior parte das internações, contabilizando 9.665. A região com maior número de óbitos foi a Sudeste com 11.010 casos, enquanto a região Norte apresentou o menor número, com 583 óbitos registrados. A região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de mortalidade (77,39) e a região Norte apresentou a menor, 64,85. Conclusões: Pode-se observar a alta quantidade de procedimentos realizados e o grande impacto financeiro gerado. O caráter de urgência da condição está associado à maior taxa de mortalidade. Cabe, ainda, evidenciar a necessidade da notificação correta dos procedimentos, visando aprimorar a análise epidemiológica atual.

 

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