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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Embolização cardíaca e pulmonar de Polimetilmetacrilato após artrodese de coluna

Amanda Rennó El Mouallem, Carlos Humberto Bezerra Júnior , Anderson Roberto Dallazen, Gianni Manzo, Miguel da Silva Diniz, Ivo Richter , João Galantier, Juliano Valente Custódio , Davi Cotrim de Souza, Marcos Valério de Resende
Hospital TotalCor - São Paulo - São Paulo - Brasil

Introdução: Trata-se de complicação de artrodese de coluna com injeção de polimetilmetacrilato (PMMA) e embolização cardíaca e pulmonar do material, com necessidade de remoção cirurgica. Relato:Paciente feminina, 67 anos, com antecedente de osteoporose, submetida a artrodese de coluna tóraco-lombar por fratura de L1, com utilização de PMMA. No 2° dia pós operatório (PO), a paciente apresentou dor abominal, que motivou a realização de tomografia computadorizada (TC) de abdome e tórax, onde foi visualizado material hiperdenso linear nas câmaras cardíacas direitas, medindo 7,5cm x 0,1cm. Na ausência de complicações clinicas, optado inicialmente por conduta conservadora. No 12º PO, a paciente evoluiu com instabilidade hemodinâmica, síndrome do desconforto respiratório do adulto e necessidade de ventilação mecânica. Em nova TC de tórax foram constatadas áreas de consolidação do parequima pulmonar difusas e bilaterais, associadas a broncograma aéreo e opacidades em vidro fosco, além da manutenação da imagem no interior do coração. Na impossibilidade da retirada percutânea do material, foi indicada remoção cirúrgica. Realizada incisão mediana transesternal, com uso de circulação extracorpórea. Após abertura do atrio direito, foi observado material amorfo de coloração branca, de aproximadamente 10cm, projetando-se ao ventriculo direito através da valva tricuspide. Realizada a retirada do material sem lesões de estruturas cardiacas. Discussão:A cirurgia de artrodese com uso de PMMA envolve três etapas principais: 1) Perfurar um orifício piloto, 2) injetar o PMMA e 3) Inserir o parafuso pedicular. Dessa forma, distribuição do PMMA não pode ser controlada durante a inserção do parafuso, o que leva ao risco de seu vazamento para o canal espinhal, forame neural e plexo venoso vertebral. Uma das complicações importantes do uso dessa técnica é a embolização cardíaca e pulmonar do PMMA. Embora o risco de embolização cardiaca permaneça desconhecido, a incidência de êmbolos de pulmonares após vertebroplastia percutänea varia de 4,6 a 26,9%. Além disso, a embolia cardíaca pode acontecer isoladamente ou concomitante à pulmonar. Sua identificação pode ser incidental e sua ocorrencia imediata (intraoperatório) ou tardia (anos). Mesmo em pacientes assintomáticos, a detecção e o manejo precoces são a chave do tratamento. Embora existam relatos dessas complicações após artroplastias e vertebroplastias, não existem dados disponiveis na literatura de sua ocorrencia após artrodeses de coluna.

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