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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Treino de força muscular após transplante cardíaco, em fase hospitalar. Relato de caso.

Cristie Gregorini, Claudia Talerman, Nadia K Barone, Fernanda M Longhi, Fabiano B Targa, Jorge Cutlac Neto, Daniel Gonçalves dos Santos
HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - - SP - BRASIL

 

Treino de força muscular após transplante cardíaco, em fase hospitalar. Relato de caso.

 

Introdução: A disfunção ventricular grave é uma doença ocasionada como desfecho final das cardiopatias, podendo levar ao transplante cardíaco quando outros tratamentos não trazem efetividade. O sintoma relevante nessa disfunção é a dispneia aos esforços, a qual acarreta períodos maiores de repouso. Uma vez o transplante elegível e realizado, os pacientes são encaminhados para a unidade de internação, onde nesta fase, a fraqueza muscular é determinante por interferir nas atividades de vida diária. Relato de caso: Paciente JMPF, 69 anos, sexo masculino, diagnosticado por miocardiopatia dilatada, permaneceu hospitalizado por 85 dias até a data do transplante cardíaco. O tempo de permanência na unidade de terapia intensiva (UTI) foi de 26 dias devido ao tempo prolongado de intubação orotraqueal (IOT) e complicações. Na admissão na unidade de internação apresentou fraqueza muscular, interferindo em atividades funcionais. Para mensurar a progressão da reabilitação, foi realizado o teste de medida de força muscular com dinamômetro na admissão da internação (pré-teste) e uma semana depois (pós teste). Entre os dois testes foi incrementado carga como forma de treinamento muscular. Métodos: Foram utilizadas informações da hospitalização do paciente registradas em prontuário. Na avaliação de força foi utilizado um dinamômetro digital nos músculos bíceps e quadríceps dominantes (direito), através do teste de resistência máxima (RM). Para avaliação do  bíceps o braço dominante permaneceu apoiado e flexionado à 90°, o dinamômetro foi posicionado na parte anterior do antebraço sendo solicitado flexão do cotovelo. Para avaliação de força do quadríceps o dinamômetro foi locado na região anterior da perna, sendo solicitado extensão do joelho. Para os grupos musculares foram realizadas 3 medidas, sendo registrado o valor mais alto. O tempo de contração foi de 5 segundos.Após ter realizado as medidas, o treinamento proposto foi de utilizar uma carga de 30% do teste de RM, 3x por semana (bíceps, quadríceps, adutores, abdutores e isquiotibiais). Resultados: No pré-teste o paciente atingiu 12 Kg no bíceps e 14Kg no quadríceps e no pós-teste, evidenciamos melhora da força muscular para 17Kg e 18Kg respectivamente. Conclusão: A partir desta melhora na fase de desospitalização, surgiu o interesse de estabelecer rotina de medir a força em pacientes transplantados cardíacos semanalmente e incrementar a carga.

 

 

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