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Análise imunogenética da valvopatia reumática mitral e aórtica: mesma doença com distintas progressões?

Ana Cecilia de Almeida valadares, Roney Orismar Sampaio, Carlos Manoel Brandão, Pablo Pomerantzeff, Cesar Nomura, José de Arimateia Batista Araújo, Flavio Tarasoutchi, Francisco Laurindo, Vera Aiello
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Análise imunogenética da valvopatia reumática mitral e aórtica: mesma doença com distintas progressões?

 

Vários genes associados à resposta imunoinflamatória têm sido associados à doença reumática (DR), no entanto a conexão com a fisiopatologia da doença é ainda incompletamente conhecida. Processos imunoinflamatórios são frequentemente associados a desequilíbrio redox e distúrbios da proteostase, porém estas vias são ainda muito pouco estudadas em DR.. Nossa hipótese é que genes de predisposição à DR, associados à resposta celular a processos redox, estresse do reticulo endoplasmático (RE) e inflamação, podem esclarecer diferentes expressões fenotípicas da DR e melhorar a compreensão da fisiopatologia da doença.

Metodologia 
Extraímos RNA de valvas excisadas durante a cirurgia cardíaca, compondo 4 pacientes (pct) mitrais e 4 aórticos de etiologia reumática, 2 pct por prolapso valvar mitral (PVM) e 2 degenerativos aórticos. O grupo controle consistiu de 4 valvas normais, obtidas de cadáveres. A expressão simultânea de 90 genes foi avaliada de modo customizado por meio de “polymerase chain reaction array” (PCR) e a análise quantitativa por PCR em tempo real. Tais genes codificam proteínas indicadoras de vias ligadas a sinalização redox, homeostase do RE, imunoinflamação, calcificação tecidual e matriz extracelular. A expressão desses genes na DR foi comparada com outras etiologias e controle e tais dados cotejados a variáveis clínicas, de tomografia computadorizada e análise imuno-histoquímica.

Resultados 

Na tabela, observamos a expressão gênica dos grupos avaliados mitral reumático e aórtico reumático comparado ao grupo normal :

 

No DR mitral, houve 2x mais expressão de genes-chaves na resposta ao estresse do RE, sinalização redox, proteínas do RE, que o DR aórtico e outras etiologias e 2x maior que o controle normal .  A imunoinflamação também foi consideravelmentee maior no DR mitral. 

 Conclusão 
DR mitral apresentou, em comparação à DR aórtica,  maior expressão gênica relacionada à inflamação, resposta autoimune e processos redox. Estes dados sugerem pela primeira vez, que o processo patológico da DR mitral pode evoluir de forma distinta da DR aórtica, sendo  mais intenso e sustentado na valva mitral. Esta possível especifidade do processo imunoinflamatório da DR em distintas valvas pode ser uma fonte potencial de marcadores de evolução da doença.

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