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AVALIAÇÃO DA MICROBIOTA INTESTINAL DE INDIVÍDUOS COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

Juliana Tieko Kato, Andrey dos Santos, Mario Jose Abdalla Saad, Henrique Andrade Fonseca, Maria Esther Rochael Coste, João Henrique Fabiano Motarelli, Francisco Antonio Helfenstein Fonseca
UNIFESP - SP - SP - Brasil

AVALIAÇÃO DA MICROBIOTA INTESTINAL DE INDIVÍDUOS COM INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

INTRODUÇÃO

As doenças cardiovasculares (DCV) são consideradas as principais causas de morbidade e mortalidade no mundo. Estudos recentes sugerem a atuação da microbiota intestinal na geração de metabólitos microbianos envolvidos no desenvolvimento de DCV. Dentre os metabólitos negativamente associados, temos a produção de trimetilamina-N-óxido (TMAO), um metabólito produzido principalmente pela L-carnitina e Colina. O TMAO está presente nas placas ateroscleróticas onde possui propriedades pró-inflamatórias, sua produção  é exclusivamente dependente de bactérias intestinais, principalmente bactérias do tipo gram-negativas.

Este estudo tem por objetivo avaliar a microbiota intestinal de indivíduos com infarto agudo do miocárdio (IAM) com supradesnivelamento de segmento ST.

MÉTODOS

Foram coletadas as fezes de 77 indivíduos nos momentos: hospitalar (até 24 horas após o infarto), 30 e/ou 180 dias após o infarto, totalizando 148 amostras. O DNA total da flora intestinal foi extraído com o kit PSP Spin Stoll DNA Plus. Para análise da metagênomica, os dados foram processados pela plataforma Miseq (Illumina) e analisados pelo software Illumina 16S Metagenomics que executa a classificação taxonômica da região v3/v4 do gene 16S rRNA por meio do banco de dados GreenGenes, utilizando o algoritmo de classificação taxonômica RDP Naïve Baye. Com os dados obtidos da plataforma, foi realizada análise estatística pelo Test t Student, não pareado, com nível de significância de 5%.

RESULTADOS

A análise da microbiota no período hospitalar do IAM, 30 dias e 180 dias mostrou uma evolução gradualmente mais favorável na relação entre firmicutes/bacteriodetes, sugerindo uma microbiota mais saudável ao longo do tempo, conforme Fig 1.

Observamos aumento significativo de bactérias do filo Synergistetes (Fig 2), bactérias do tipo gram-negativas consideradas oportunistas, como por exemplo na peridontite.

Além do filo Synergistetes, outros dois filos tiveram aumento na flora intestinal após o primeiro mês pós infarto, o Lachnospira pectinoschiza (produtora de butirato), que acredita-se fornecer para região infartada do miocárdioe o Ruminococcus albus. Outros foram reduzidos no mesmo período (Enterobacter aceae, Ruminococcus gnavus, Serratia entomophila).

CONCLUSÃO

O estudo mostra uma modificação favorável progressiva após o IAM. Assim, a partir destas análises, inéditas em humanos, em pacientes com infarto, poderemos como a microbiota intestinal pode estra correlacionada com o infarto agudo do miocárdio.

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