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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Parâmetros cardiovasculares, qualidade e quantidade do sono de companheiros (as) de pacientes com Apneia Obstrutiva do Sono: Dados transversais do Estudo Sleep Partners.

Sara Q. de C. Giampá, Valéria Costa-Hong, Lunara S. Freitas, Sofia F. Furlan, Indira F. B. Azam, Luiz A. Bortolotto, Geraldo Lorenzi-Filho, Luciano F. Drager
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: Os (As) companheiros (as) de pacientes com apneia obstrutiva do sono (AOS) frequentemente relatam interrupções do sono devido ao ronco alto. Entretanto, não está claro o impacto da AOS não tratada em diversos parâmetros do sono e as possíveis consequências cardiovasculares nesses companheiros (as). Trata-se de uma análise transversal explorando a qualidade e quantidade do sono, a sonolência diurna excessiva, a pressão arterial pela monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) e a função endotelial nos (as) companheiros (as) de pacientes com AOS não tratada. 

Métodos: Companheiros (as) consecutivos de pacientes com AOS moderada a grave (índice de apneia-hipopneia >15 eventos/hora), de ambos os sexos, foram recrutados. O índice de qualidade do sono de Pittsburgh (PSQI) e a actigrafia de pulso por 1 semana (Actiwatch 2TM) foram utilizados para avaliar a qualidade e a quantidade do sono, respectivamente. A Escala de Sonolência de Epworth foi usada para determinar a sonolência diurna subjetiva. A MAPA de 24 horas e o estudo da função endotelial pela medida da dilatação fluxo-mediada da artéria braquial (DILA), método de ultra-som, foram utilizados para avaliar o risco cardiovascular. Todas as medidas foram realizadas sem conhecimento do índice de gravidade da AOS.

Resultados: Foram avaliados 26 companheiros (idade: 47±10 anos, 85% mulheres, índice de massa corporal: 27±4 kg/m2). O escore médio do PSQI e a duração do sono foram de 7±3 e 6,5±1,1 horas/noite. De forma importante, 84% apresentaram baixa qualidade do sono, 32% apresentaram sono de curta duração (<6 horas) e 35% queixaram-se de sonolência diurna excessiva. A média da pressão arterial sistólica de 24 horas, diurna e noturna foi de: 111±10, 115±10 e 103±10mmHg, respectivamente. Curiosamente, 42% apresentaram alteração de descenso noturno sistólico (<10% de redução da pressão arterial durante o sono em comparação com o período acordado). A média da DILA variou de -1,87 a 16,55%, revelando que 17% dos companheiros (as) apresentaram disfunção endotelial.

Conclusão: Os (As) companheiros (as) dos pacientes com AOS apresentam uma porcentagem relevante de má qualidade do sono e uma proporção significativa de curta duração de sono, sonolência diurna, alteração de descenso noturno sistólico e disfunção endotelial. Esses achados sugerem que, além de prejudicar o sono, a AOS pode contribuir para consequências cardiovasculares nos (as) companheiros (as) dos pacientes com AOS.

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