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Relato de Caso de Infarto e Origem Anômala de Coronária Direita.

Mateus Dressler de Espíndola, Felipe Gouvea Andries de Paula, Tiago Antônio Bueno Cerávolo Lima, Pedro Campos Matta, André Luiz Martins Gonçalves, Milena Novaes Cardoso, Milena Felix de Lima, Nilson Silveira Aranha, Cristina Martins dos Reis Cardoso, Juliano Novaes Cardoso
HOSPITAL SANTA MARCELINA - SÃO PAULO - SP - BRASIL

Introdução:Origem anômala das artérias coronárias é uma condição rara, e não completamente entendida. Todavia, a embriogênese inadequada pode resultar em anormalidades na origem da coronária, podendo ser ela da artéria pulmonar ou da aorta. A origem anômala da coronária direita (OACD), do seio coronariano esquerdo (SCE) é o tipo de anomalia de coronária da aorta menos comum, ocorrendo em cerca de 0,1 a 0,3% dos nascimentos.

Relato de caso: T.A.C.B., 52 anos, feminina, hipotiroidea, sem mais comorbidades, buscou pronto socorro com quadro de dor torácica tipo queimação, de evolução de 3 horas, desencadeada por esforço físico com irradiação para região cervical e membro superior esquerdo. Na admissão, estava sudoreica com pele fria, normotensa, eupneica, sem mais alterações no exame físico. O eletrocardiograma mostrava apenas alteração repolarização ventricular e elevação de troponina, com pico de 1,010ng/mL, constatando Infarto Agudo do Miocárdio Sem Supra do Segmento ST. Optou-se por realização de cineangiocoronariografia, na qual identificou-se a OACD do SCE, assim como a origem da coronária esquerda. Em nenhuma das artérias foram identificadas lesões obstrutivas. O ecocardiograma (ECO) transtorácico sugeriu refluxo excêntrico em valva aórtica, porém não era alteração condizente com exame físico. Para esclarecer a alteração foi realizado ECO transesofágico, que excluiu insuficiência aórtica e comprovou fluxo turbulento era compatível com OACD. Neste caso a paciente optou por não dar seguimento na investigação.

Discussão:A OACD do SCE é rara e pode ter repercussões clínicas importantes, tais como isquemia miocárdica, síncope e morte súbita, que podem ser desencadeadas por atividade física intensa, que leva ao aumento da pressão da artéria pulmonar, assim como aumento da pressão sanguínea na aorta, levando a compressão extrínseca artéria anômala. O ECO, a medicina nuclear e a ressonância magnética podem identificar ou suspeitar da existência da anomalia. A confirmação anatômica é dada pela cineangiocoronariografia ou angiotomografia de coronárias. O tratamento nos sintomáticos consiste em abordagem cirúrgica, a revascularização do miocárdio ou percutânea com uso de stents, sendo esta última não indicada para todos os pacientes. Recomenda-se que os pacientes sintomáticos e ainda não tratados sejam restritos de atividades físicas.

 Conclusões:A origem anômala da artéria coronária da aorta, mesmo rara tem potencial importante de gravidade. Por isso é importante a devida avaliação anatômica dos portadores para correta definição da estratégia terapêutica. 

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