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Inquérito epidemiológico e aferição da pressão arterial por agentes comunitários de saúde em 2089 moradores para estudo da prevalência, conhecimento e controle da hipertensão arterial

Cesar Minelli, Lucileni Aparecida Borin, Caroline Cristine Carvalo, Amanda da Silva Pereira , Daiane Naiara Palma
Centro Neurológico de Pesquisa e Reabilitação - Matão - São Paulo - Brasil

Introdução: Os agentes comunitários de saúde (ACS) do programa Estratégia de Saúde da Familia (ESF)  podem ser uma importante alternativa na identificação de indivíduos com hipertensão arterial (HA) em grandes populações. Porém, existem resistências diversas para o desempenho desta função pelos ACS. Nossos objetivos foram 1) relatar a prevalência de HA em sujeitos acima de 35 anos,  por sexo e faixa etária, auto-conhecimento de HA, uso de anti-hipertensivo e controle da pressão arterial (PA), baseado  na coleta de informações e aferição da PA  por ACS e 2)  avaliar a aceitação dos ACS nesta função.

 

Métodos: Entre fevereiro de 2018 a janeiro de 2019, 27 ACS foram treinados para aplicar um questionário estruturado para coleta de informações demográficas, fatores de risco cardiovasculares e aferição de pressão arterial com aparelhos semi-automáticos em moradores com idade ≥ 35 anos, em 3 bairros cobertos pelo programa (ESF). A aceitação dos ACS foi avaliada através  de um questionário preenchido pelos próprios agentes baseado em uma escala de Likert e, a satisfação, por uma pontuação entre 1 (mínimo) e 10 (máximo).

 

Resultados: Em  1 ano, foram avaliados 2604 moradores. Devido dados incompletos, 515 foram excluídos, restando 2089 sujeitos para análise. A prevalência global de HA foi de 62,5%, sendo 66,9% homens e 59,9% mulheres (p = 0,001). As prevalências de HA nas faixas etárias de 35-44, 45-54, 55-64, 65-74 e ≥ 75 anos, foram 35,1%, 54,1%, 65,6%, 76,1% e 82,4% (p < 0,001). O auto-conhecimento da HA foi relatado por 53,5% e 11,5%, que estavam com PA elevada, desconheciam ser hipertensos. Entre os  hipertensos que faziam uso de anti-hipertensivos,  apenas 29,4% estavam com a PA controlada. Na avaliação da aceitação e aptidão dos ACS, 100% deles concordam totalmente ou parcialmente com as afirmações  “me sinto apto para aferir a pressão arterial” e “melhorei na função de ACS após início desse trabalho”. 96,2% dos ACS pontuaram com nota acima de 8 sua satisfação na nova função.

 

Conclusão: A alta prevalência de HA em moradores acima de 35 anos e com PA não controlada, mesmo em uso de anti-hipertensivo, alertam para um grande problema de saúde publica na população avaliada. A maior proporção de HA em homens e taxas mais elevados com o avançar da idade priorizam o foco de tratamento nesses grupos. Os resultados obtidos pelos ACS, comparáveis com aqueles relatados na literatura, associado a um alto grau de satisfação dos ACS sugerem que os ACS são uma importante estratégia para inquéritos epidemiológicos de HA de larga abrangência populacional.

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