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Tamponamento Cardíaco Tardio pós Perfuração de Coronária - Relato de Caso

Bruno Miranda Minski, Fernando Luiz de Melo Bernardi , Nadia Mayer , Jéssica fernanda Solenta
Hospital São Francisco - Concórdia - Santa Catarina - Brasil

Introdução: Dentre as complicações da Intervenção Coronariana Percutânea (ICP) a perfuração coronariana (PC) é uma das mais graves, podendo levar ao tamponamento cardíaco (TC). A incidência de PC varia entre 0,1% a 3%, a depender da complexidade do procedimento e das técnicas utilizadas. Apesar de potencialmente grave, mais de 80% dos casos são resolvidos de forma conservadora. Quando há repercussão clínica, esta tende a ocorrer dentro das primeiras 48 horas. Apresenta-se aqui um caso de PC onde o TC ocorreu muito tardiamente.

Caso: Masculino, 84 anos, hipertenso e dislipidêmico, realizou ICP de oclusão crônica de grande ramo marginal devido angina limitante. Ao final do procedimento identificou-se perfuração distal da coronário ocasionada pelo fio guia. A PC foi tratada de forma conservadora, sendo mantido vigilância com ecocardiogramas seriados durante 72 horas. Desde o primeiro exame foi constatado pequeno volume de líquido livre no saco pericárdico, estimado em 20-30mL, sem aumento significativo nos exames subsequentes. Logo após a ICP, o paciente desenvolveu sintomas de dor pleurítica e soluços, os quais foram interpretados como uma pericardite aguda pelo sangue no pericárdio. Quatro dias após o procedimento o paciente recebeu alta assintomático. Após 21 dias, o mesmo retorna à unidade com tosse, dispneia intensa, hipotensão e turgência jugular acentuada. Tomografia de tórax e ecocardiograma identificaram extenso derrame pericárdico com sinais de TC. Realizada janela pericárdica subxifóide com drenagem de 750mL de líquido sero-hemático do saco pericárdico com características inflamatórias na análise laboratorial.Houve resolução do quadro, sendo o paciente mantido com corticoide e colchicina por 1 semana sem recidiva do derrame pericárdico após 2 meses de seguimento.

Discussão e Conclusões: Sob a luz das atuais recomendações, para o seguimento de PCs sem repercussão hemodinâmica imediata, deve-se manter vigília clínica e ecocardiográfica de seriada nas primeiras 24-48 horas após o evento, sob o risco de evolução para TC, que costuma ocorrer de maneira precoce. O presente caso chama atenção pelo desenvolvimento tardio de TC decorrente de uma PC tratada conservadoramente, o qual gero um quadro de pericardite subaguda. Tal achado sugere a necessidade de se manter vigília por um período mais prolongado nos casos de tratamento conservador de PCs.

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