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Interação entre a Apneia Obstrutiva do Sono com a Duração do Sono na Aterosclerose Subclínica Avaliada pelo Escore de Cálcio Coronariano: Dados do Estudo ELSA-Brasil.

Silvana P. Souza, Márcio S. Bitteencourt, Barbara K. Parise, Ronaldo B. Santos, Wagner A. Silva, Isabela M. Bensenor, , Paulo A. Lotufo, Luciano F. Drager
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL, HOSPITAL UNIVERSITÁRIO - USP - SP - SÃO PAULO - SP - BRASIL

Interação entre a Apneia Obstrutiva do Sono com a Duração do Sono na Aterosclerose Subclínica Avaliada pelo Escore de Cálcio Coronariano: Dados do Estudo ELSA-Brasil.

 

Introdução: Dados recentes sugerem que os distúrbios do sono podem contribuir para a progressão da doença coronariana. No entanto, não está claro se existe interação da Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) e da Duração do Sono (DS) com marcadores subclínicos da aterosclerose coronariana. 
 

Métodos: Avaliamos de forma consecutiva participantes do ELSA-Brasil, um estudo de coorte de funcionários públicos na cidade de São Paulo. Os participantes realizaram poligrafia portátil (Embletta GoldTM) por uma noite para a determinação da AOS e a actigrafia de pulso por 1 semana (Actiwatch 2TM) para a determinação objetiva da DS. Um índice de apneia-hipopneia (IAH) <5 eventos por hora foi considerado normal; IAH 5-15 e IAH >15 eventos por hora foram classificados como AOS leve e AOS moderada-grave, respectivamente.  A tomografia computadorizada para avaliar o escore de cálcio foi realizada por meio de um scanner Philips Brilliance de 64 detectores (Philips Healthcare, Andover, MA), utilizando protocolo padrão ajustado para o biotipo de cada participante. A aterosclerose subclínica foi definida por um escore de CAC >100. Realizamos a análise de ajuste para potenciais fatores de confusão, incluindo idade, sexo, e fatores de riscos cardiovasculares e uso de medicamentos.

 

Resultados: Foram estudados 2.169 participantes (idade: 49±8 anos; 56.6% do sexo feminino). A frequência da AOS foi de 32%. Observamos um aumento progressivo na frequência de CAC >100 em paralelo à gravidade da AOS: Sem AOS: 4%, AOS leve: 8%, AOS moderada-grave: 12% (p tendência <0.001). De forma curiosa, verificamos que 15% dos participantes com DS >8 horas tinham CAC >100, sendo este valor superior ao verificando em paciente com DS 6-8 horas (7%) e DS <6 horas (9%); (p tendência =0.01). Na regressão logística, a AOS moderada-grave (OR 1.18; IC 95% 0,85 1,64) e a DS >8 horas (OR 1.39; IC 95% 0,88 2,21), quando avaliadas de forma isolada, não foram associadas com o CAC >100, mas a interação da AOS com a DS >8 horas foi indepedentemente associada com o CAC >100 (OR 2,78, p=0,01) quando comparado ao grupo referência (sem AOS com DS <8 horas).

 
Conclusão: A interação da AOS com a DS longa do sono (>8 horas) está associada com quase 3x mais chance de ter um CAC >100.  



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