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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Cirurgia de revascularização miocárdica em paciente com artéria coronária anômala

Arthur Angelo Zogheib Pinatto, Carvalho TA, Scarpanti FG, Magalhaes IR, Mioto BM, Gaiotto FA, Cesár LAM, Gowdak LHW
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: Origem anômala da artéria coronária constitui causa rara de anomalia congênita com potencial importante de morte súbita. A suspeita diagnóstica deve levar em conta a apresentação clínica sugestiva de isquemia miocárdica, em paciente jovem, muitas vezes de baixo risco cardiovascular.

Relato: Mulher de 37 anos, hipertensa, com história familiar quatro casos de morte súbita, procurou atendimento no final de 2017 por dispneia com piora progressiva, associada a angina típica. Referia ter apresentado 3 episódios de síncope, sem pródromo. Realizado ecocardiograma transtorácico, a função ventricular era normal, sem alterações segmentares da contratilidade. No teste ergométrico, apresentou infradesnivelamento do segmento ST de V 2 a V 4 . Cintilografia miocárdica revelou hipocaptação transitória em paredes anterior e anterosseptal de segmento médio e basal. A angiotomografia de coronárias mostrou artéria coronária direita (ACD) originando-se na junção entre os seios coronarianos direito e esquerdo, com trajeto interarterial, porção proximal angulada e com acentuado afilamento, escore de cálcio zero (Fig 1). Tentado caracterização em angiocoronariografia, porém a ACD não foi cateterizada seletivamente. Devido à progressão dos sintomas em um curto período de tempo e anomalia de alto risco para morte súbita, foi optado por cirurgia de revascularização miocárdica com enxerto da artéria torácica interna direita anastomosada à ACD anômala, sem uso de circulação extracorpórea.

Discussão:  A origem de ACD no seio aórtico esquerdo tem incidência estimada de 0,1% e está relacionada a mortalidade prematura em adultos jovens. O trajeto interarterial é considerado “maligno”, pois está associado a maior risco de morte súbita. A angiocoronariografia já foi considerada o método de referência, mas a identificação do trajeto proximal pode ser difícil e possui menor acurácia quando comparado à angiotomografia computadorizada coronariana, exame padrão ouro. A cintilografia miocárdica ou ressonância magnética com estresse e ultrassonografia intravascular, podem ser utilizados para avaliação de possível isquemia e/ou fibrose miocárdica associada, auxiliando na decisão terapêutica. A cirurgia de revascularização miocardicaé geralmente o procedimento de escolha.

Fig 1

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