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RELATO DE CASO: IMPRESSÃO 3D NA CIRURGIA CARDIOVASCULAR

Renan Gianecchini Vignardi , Moise Dalva , Giovanna Gianecchini Vignardi , Bruno Preteroto, Carolina Rossi Santos , Cássio Antonio de Souza , Lucas Tavares Lopes
UNINOVE - São Paulo - São Paulo - Brasil

Introdução: A impressão 3D cria modelos tridimensionais de estruturas cardíacas de forma não invasiva, por meio de imagens volumétricas derivadas da tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Além disso, sugere vantagens para um futuro próximo, que prometem levar a uma redução do tempo operatório, da duração de internações pós-operatórias e de incompatibilidades enxerto-hospedeiro.
Método: As informações contidas neste trabalho foram obtidas a partir da revisão do prontuário de um paciente, contendo descrições de seu exame físico e condutas cirúrgicas, além de suas evoluções clinicas. Também foram utilizadas imagens dos exames, segmentações e impressões 3D realizadas.
Resultado: J.L.A.S., sexo masculino, 1 ano e 6 meses, encaminhado para seguimento com cardiologista pediátrico ao segundo mês de vida por quadro de Tetralogia de Fallot diagnosticada ao nascimento. Já havia sido submetido à confecção de anastomose sistêmico-pulmonar no sétimo dia de vida (com interposição de tubo de PTFE).
O ecocardiograma realizado no décimo mês de seguimento revelou sinais de obstrução do tubo de PTFE, sendo indicada abordagem cirúrgica.
Conduta cirúrgica 1: Acentuada angulação entre a porção principal do ventículo direito (VD) e a via de saída, resultou em dificuldade de oclusão da comunicação interventricular (CIV).
Evolução 1:  Ausculta com sopro sistólico 3+/6+, rude. Clinicamente apresentou sinais de hiperfluxo pulmonar. Ecocardiograma evidenciou CIV residual de moderada repercussão e ampliação da via de saída de VD, sendo indicada nova abordagem cirúrgica.
Conduta cirúrgica 2: Grande dificuldade em localizar CIV residual.
Evolução 2: Sopro sistólico e sinais de hiperfluxo pulmonar mantidos e quilotórax bilateralmente. Ecocardiograma não evidenciou CIV residual. Realizado eco-transesofágico, com presença de pequena CIV residual. Indicada angiotomografia de coração para  tentativa de localização da CIV, porém sem sucesso.
Indicada reconstrução 3D, que mostrou de maneira clara a presença de 3 pequenas comunicações em região inferior do retalho de correção  e acentuada angulação entre corpo do VD e via de saída. Com base na melhora clinica e imagens obtidas optou-se por não realizar abordagem cirúrgica.
Conclusão: A impressão 3D é um exame que tem se mostrado extremamente benéfico no diagnóstico e terapêutica de pacientes portadores de patologias cardiovasculares. E novos estudos serão necessários para que a tecnologia comprove relação de custo-efetividade benéfica, o que poderá beneficiar uma ampla gama de pacientes que no momento não tem acesso a esta técnica.

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