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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Correção de aneurisma de seio de Valsalva roto, em um adolescente de 15 anos, por dispositivo implantado por via percutânea.

RAFAEL HENRIQUE MACHADO, ENOCK CARNEIRO DOS SANTOS NETTO, DENILDA VIEIRA PACHON, RICARDO MANOEL CARVALHO LADEIRA, SHEILA CHEN DE CHRISTO, MARCELO SILVA RIBEIRO, DANIELA LAGO KREUZIG, MARCIO JOSE MATHEUS, LINO MIKIO TIBA, NEY VALENTE
HOSPITAL DO SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL - São Paulo - SP - Brasil, INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Apresentação do caso: Paciente 15 anos, procedente do interior do estado de SP, com história de cansaço, inapetência há dois meses, febre e calafrios há duas semanas. Na admissão encontrava-se em REG, taquicárdico, PA 100/30 mmHg, sopro contínuo em “maquinaria” 3+/4 em BEE baixa.Hemocultura colhida durante quadro de bacteremia foi positiva para Granulicatella elegans (variante do streptococos).O ecocardiograma transtorácico (ETT) mostrou fluxo turbulento do seio de Valsalva direito para o átrio direito (AD) com presença de imagem (“Windsock”) caracterizando aneurisma roto de seio de valsalva direito. Presença de vegetação relacionado ao aneurisma junto ao folheto da valva tricúspide medindo 18 x 13mm.Aumento de AD(37 ml/m2, AE (40 mm/45 ml/m2). VE com dimensões normais e função sistólica preservada (FE = 54%). VD com aumento moderado e função preservada (TAPSE = 32mm);análise com Doppler: regurgitação tricúspide moderada, mitral e pulmonar discretas;Valva aórtica competente com presença de fluxo reverso importante em aorta descendente e abdominal. Submetido ecocardiograma transesofágico 2D/3D que confirmou aneurisma roto de seio de valsalva e identificando melhor o trajeto do shunt. Medicado com ampicilina, gentamicina e diuréticos. O paciente foi submetido a correção do aneurisma roto do seio de valsava direito por via percutânea. Realizado ecocardiograma trantorácico 3D de controle após 20 dias do procedimento, evidenciando prótese bem locada e shunt residual AO-AD. Discussão: O aneurisma do seio de Valsalva (SV) é uma afecção rara que pode ser congênita ou adquirida. Aproximadamente 65-85% dos aneurismas são originários do seio direito; a incidência gira em torno de 0,14 a 0,23%, 4:1 em homens. O aneurisma congênito é o mais comum e ocorre frequentemente por fragilidade da junção do seio de valsalva e do ânulo fibroso, na sua maioria se rompem para as câmaras direitas. Em alguns casos se manifesta por endocardite infecciosa com origem nas bordas do mesmo. O ETE3D com Doppler permitiu identificar o aneurisma roto e delinear o shunt decorrente da ruptura, além de útil para avaliar forma, tamanho e localização do defeito, ajudando a orientar a colocação do dispositivo de fechamento percutâneo. Comentários finais: Neste caso além de ser uma afecção rara, o aneurisma roto foi secundário à endocardite bacteriana com preservação da morfologia das valvas aórtica e tricúspide. O fechamento foi realizado por via percutânea. Ecocardiograma de controle evidenciou protese bem posicionada, com "shunt" AO-AD pequeno.

 

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