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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Análise funcional in silico das variantes no gene da APOB em pacientes com hipercolesterolemia familial

Borges, J.B., Oliveira, V.F, Ferreira, G.M, Bortolin, R.H, Gonçalves, R.M, Faludi, A.A, Feres, F., Bastos, G.M, Hirata, R.D.C., Hirata, M.H
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL, FACULDADE DE CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO - SÃO PAULO - SP - BRASIL

Introdução:  O diagnóstico molecular da hipercolesterolemia familial (HF) é atribuído principalmente as variantes nos genes LDLR, LDLRAP1, APOB e PCSK9. O objetivo deste estudo foi realizar análise in silico para investigar o impacto de variantes sem descrição na literatura no gene APOB observado em pacientes com HF. Métodos: Foram selecionados 141 indivíduos com diagnóstico clínico de HF. As variantes no gene da APOB foram selecionadas após sequenciamento dos éxons de 61 genes utilizando a plataforma MiSeq (Illumina). Os dados foram analisados nos programas Real Time Analysis, MiSeq Reporter, BaseSpace Sequence Hub e VariantStudio. Para a análise in silico, as sequências molde das moléculas da apoB-100 e o LDLr foram selecionadas por modelagem comparativa considerando o maior grau de identidade. As sequências proteicas foram alinhadas e os modelos 3D foram construídos utilizando os programas SEAVIEW e MODELLER v9.21. O gráfico de Ramachandran do modelo de menor energia apresenta 0,5% de outliers e análise de regiões de desordem, como principal validação. Os resultados das conformações de ancoragem foram analisados no software PyMol 2.1. Os estudos de docking molecular foram realizados para identificar o melhor complexo de conformação usando o servidor web clusPRO. Resultados: Após a análise molecular dos 141 pacientes foram identificadas 7 variantes missenses sem descrição na literatura no gene APOB (c.433C>T, c.2630C>T, c.2950G>A, c.5743G>A, c.7367C>A, c.9880T>C e c.10780T>C). Os estudos de docking das variantes demonstraram uma maior afinidade entre o LDLr e a apoB-100 (c.2630C> T; Pro877Leu) em comparação com a proteína não mutada. A troca dos resíduos permaneceu como propriedade físico-química, e comparando as distâncias de ligação das proteínas não-mutadas (5Å) e mutadas (3,5Å), sugere-se uma maior afinidade do complexo (LDLr-apoB-100) para a leucina, tal fato é afirmado pela análise da região de desordens da apoB-100, onde a posição 877 está em uma região desorganizada e flexível. Esta maior afinidade poderia levar a uma menor dissociação intracelular deste complexo, resultando em uma alta taxa de degradação do LDLr pelas enzimas lisossômicas, levando ao aumento da concentração plasmática de LDLc. Para as outras variantes não houve alterações significaativas. Conclusão: Os resultados sugerem que estudos in silico baseados na ferramenta de docking molecular podem melhorar o conhecimento da contribuição genética no desenvolvimento da doença HF. Além disso, a variante APOB c.2630C> T deve ser avaliada in vitro para validação do mecanismo proposto.

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