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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Padrão clínico e laboratorial dos pacientes com miocardite aguda atendidos em protocolo de dor torácica

Pedro Gabriel Melo de Barros e SIlva, Alexandre de Matos Soeiro, Thiago Andrade Macedo, Leandro de Oliveira Jardim, Romer Yance Furtado, Aline Siqueira Bossa, Luciana Baptista, Valter Furlan , Mucio Tavares
Hospital TotalCor - São Paulo - São Paulo - Brasil

Introdução: Miocardite possui diversas formas de apresentação clínica sendo um grupo frequente, os casos de miocardite que mimetiza um quadro de síndrome coronária aguda.

Objetivo: Avaliar o padrão clínico e laboratorial a curto e longo prazo numa coorte de pacientes com miocardite aguda diagnosticada em protocolo de dor torácica após exclusão de doença coronária.

Métodos: Estudo observacional multicêntrico que num período de 3 anos incluiu de maneira consecutiva todos os pacientes que se apresentaram com dor torácica e troponina positiva sem obstruções significativas na angiografia coronária (invasiva ou não) e que na investigação complementar foi definido diagnóstico de miocardite aguda com base em realce tardio característico. As características clínicas e laboratoriais foram analisadas no baseline e os desfechos foram avaliados a cada 6 meses após a alta.

Resultados: Um total de 69 casos de miocardite foram diagnosticados nesse período (50,7% apresentaram diagnóstico de pericardite associado) e todos os casos foram considerados de etiologia viral (embora 11,5 % dos pacientes não tenham apresentado quadro infeccioso < 1 mês antes da miocardite). Os níveis de CKMB e troponina atingiram desde valores limítrofes até >30x o limite da normalidade. Os níves destes marcadores apresentaram variações entre medidas > 30% mas a curva seriada já iniciou na fase descendente em 78,2% dos casos. As características clínicas e laboratoriais estão apresentadas na tabela abaixo. Apenas um paciente foi a óbito devido choque cardiogênico (mortalidade intra-hospitalar de 1,4%; IC 95% 0,2%-7,8%). Numa mediana de 3,2 anos não houve morte após alta hospitalar e houve apenas 1 re-hospitalização (por insuficiência cardíaca).

Conclusões: Mais da metade dos casos de miocardite aguda apresentaram alteração de ECG com diagnóstico associado de pericardite e mais de 20% apresentaram alteração segmentar ao ecocardiograma. O prognóstico foi bom a longo prazo embora 10% tenha permanecido com disfunção do VE. A categorização de miocardite em grupos mais homogêneos possibilitará um melhor entendimento da história natural e a geração de melhores hipóteses de tratamentos potencialmente efetivos.

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