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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Avaliação Cardiológica Funcional com Testes Ergométricos em Pacientes HIV Positivos Assintomáticos

Achilles Gustavo da Silva, Alessandro Henrique Damasceno-Escoura, Rodrigo Cunha de Sousa, Mario León Silva-Vergara
UNIVERSIDADE FEDERAL DO TRIÂNGULO MINEIRO - UBERABA - MINAS GERAIS - BRASIL

INTRODUÇÃO: pacientes HIV positivos (HIV+) possuem risco duas vezes maior que a população geral de apresentarem infarto agudo do miocárdio e quatro vezes maior de morte súbita. Além disso, esses indivíduos apresentam eventos cardiovasculares, em média, 10 anos antes do que a população geral. O objetivo desse estudo foi avaliar os achados de testes ergométricos de pacientes HIV+ quanto à presença de isquemia e necessidade de novos exames cardiológicos diagnósticos. 

MÉTODOS: foram realizados testes ergométricos em 20 pacientes HIV+ assintomáticos, em acompanhamento regular e adesão adequada à terapia antirretroviral e comparados a um grupo controle de 30 pacientes HIV negativos assintomáticos. As variáveis qualitativas foram expressas por meio de distribuição de freqüências e avaliadas por meio do teste de qui-quadrado de Pearson ou exato de Fisher. As variáveis quantitativas com distribuição normal foram expressas como média e desvio-padrão e avaliadas pelo teste t-Student enquanto as com distribuição não Gaussiana como mediana e intervalo interquartil e avaliadas com testes não paramétricos.

RESULTADOS: foram avaliados 20 pacientes HIV+ e 30 no grupo controle. Os pacientes HIV+ apresentaram média de idade maior (51,8 ± 5,9 x 48,8± 5,2 anos) e maior ocorrência de dislipidemia (50% x 26,6% - p= 0,0922), porém, sem diferença estatisticamente significativa. Os indivíduos do grupo controle apresentaram maior ocorrência de hipertensão arterial sistêmica (20% x 53% - p= 0,0221).Não houve diferença estatisticamente significativa em relação à duração do teste (355,8 ± 87,9 x 366,5± 113,5 segundos), distância percorrida (0,49± 0,20 x 0,48± 0,19 Km), pressão inicial (122± 9,5 x 125± 11,9 mmHg) e frequência máxima atingida (148,3± 13,6 x 151,9± 16,4 bpm) entre os pacientes HIV positivos e controles. Contudo, a pressão sistólica máxima foi maior no grupo controle (163,7± 17,2 x 184,3± 22,8 mmHg - p= 0,0007). Em relação à aptidão, o grupo HIV apresentou 70% de boa a excelente enquanto no grupo controle esta foi de 66,6%. Dois dos pacientes HIV+ e três dos controles (10%) apresentaram teste ergométrico sugestivos de isquemia. Além disso, três (15%) do grupo HIV apresentaram teste inconclusivo por não atingirem a frequência submáxima.

CONCLUSÃO: embora preliminares, estes resultados sugerem que 25% dos pacientes HIV positivos requerem reavaliação por meio de novos testes diagnósticos devido à presença de isquemia ou dos teste ergométricos serem inconclusivos. Este achado também parece evidenciar a precocidade com que estes pacientes podem apresentar doença coronariana.

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