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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Infarto com Supra de ST e trombose de coronária direita após ablação de via acessória, relato de uma rara complicação.

Amanda Martins Maneschy, Silva Filho, José Roberto de Oliveira , Afiune Junior, Abrahão, Pinesi, Henrique Trombini, Pisani, Cristiano F., Hardy, Carina A., Scanavacca, Mauricio, Lima, Felipe Gallego, Nicolau, José Carlos, Giraldez, Roberto Rocha
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: a incidência geral de complicações após a ablação por cateter é de aproximadamente 3%. Os riscos potenciais e incidências aproximadas são semelhantes em pacientes mais jovens e mais velhos e incluem: morte; bloqueio cradíaco; tromboembolismo; complicações relacionadas ao acesso vascular; traumatismo cardíaco, incluindo perfuração miocárdica, tamponamento, infarto, dissecção de artéria coronária ou embolia, dano valvular; novas arritmias; exposição à radiação. Relato do caso: paciente masculino de 18 anos com Síndrome de Wolff-Parkinson-White e via acessória posterosseptal direita com quatro tentativas de ablação prévias sem sucesso. Sem demais comorbidades cardiovasculares. Mantém crises de taquicardia atrioventricular e necessidade de uso de antiarrítmicos, sendo indicada nova ablação por radiofrequência com cateter de irrigação contínua. Internou eletivamente para realização de tratamento invasivo, o qual foi com sucesso, sem recorrência da arritmia após e eletrocardiograma (ECG) sem pré-excitação. Ao término do procedimento apresentou precordialgia em aperto, de moderada intensidade, sem melhora após analgesia simples. Evolui com aumento da intensidade da dor, solicitado ECG que evidenciou supra de ST na parede inferior. Encaminhado para cateterismo cardíaco na urgência, sendo observada lesão focal de 100% no terço distal da coronária direita com aspecto de trombo (figura). Optado por angioplastia com stent convencional e uso de tirofiban por 24 horas devido à alta carga trombótica. Manteve-se hemodinamicamente estável, sem recorrência de dor torácica ou demais complicações. Curva de troponina com pico precoce: 25, 19 e 12,5. Ecocardiograma após procedimento identificou fração de ejeção de 55% e acinesia basal em segmentos inferior e inferosspetal, sem demais alterações. Mantido com dupla antiogregação plaquetária, sem demais medicamentos na alta hospitalar. Discussão: as ablações de via acessória podem ter inúmeras complicações com pouca evidência na literatura sobre tratamento e prognóstico. São descritos quadros graves como complicações dos acessos vasculares, novas arritmias, perfuração miocárdica e tromboses, mas a trombose coronária é rara. Conclusão: o relato de infarto com Supra de ST após ablação de via acessória é raro. O conhecimento dessa potencial complicação é importante tanto para o planejamento do tratamento quanto para o adequado acompanhamento no pós-operatório.

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