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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Prevalência de hipercolesterolemia familiar em ambulatório de doença arterial coronariana

Galindo YS, Rodrigo Morel Vieira de Melo, Maurício Alves Barreto, Yasmin Menezes Lira, Natália Ferreira Cardoso de Oliveira, Luisa Latado Braga, Mariana Maria Carneiro Madeira, Cláudio Marcelo Bittencourt das Virgens, Luiz Carlos Santana Passos
Hospital Ana Nery - SALVADOR - BA - Brasil

Racional: A hipercolesterolemia familiar (HF) é uma doença genética e silenciosa que afeta o metabolismo lipídico que eleva os níveis de LDL-c circulantes, favorecendo o desenvolvimento da aterosclerose. Há uma escassez de dados na literatura sobre a prevalência dessa patologia em pacientes com doença arterial coronariana no Brasil. 

Objetivo: Obter dados acerca da prevalência de HF em pacientes com alto risco de eventos cardiovasculares seguidos no ambulatório especializado em doença arterial coronariana do Hospital Ana-Nery (SUS) - Salvador-Ba.

Métodos: Estudo transversal da prevalência de HF. Foram incluídos pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA) e pacientes dom doença arterial coronariana sintomática com indicação para procedimentos de revascularização (cirúrgica ou percutânea). Foram coletados dados demográficos e laboratoriais (admissão) e no seguimento de 6 e 12 meses. Os pacientes selecionados foram incluídos em um ambulatório especializado com abordagem multidisciplinar, com objetivo de redução dos eventos cardiovasculares recorrentes. Como critério diagnóstico para HF foi utilizado o Dutch Lipid Clinic Network, sendo os pacientes divididos em dois grupos: Grupo HF (≥5 pontos), Grupo não-HF (<5 pontos). 

Resultados: entre Março de 2017 a Setembro de 2018, incluiu-se 217 pacientes, (tabela I). Destes, 145 apresentaram dosagem de LDL-c e tiveram escore Dutch calculado, dos quais 4 foram diagnosticados com certeza de possuírem HF (> 8 pontos). O grupo HF correspondeu a 31 pacientes (21,3%) e o grupo não-HF a 114 (78,6%) (figura I). Embora os dois grupos tenham apresentado dados angiográficos, sintomatologia e história clínica sem diferenças significativas, o LDL-c (admissão) médio do grupo HF foi de 147 mg/dl (± 44), referente a 27 pacientes disponíveis vs. 74mg/dl (±26), do grupo não-HF, referente a 100 pacientes disponíveis(p < 0,0001). A idade média do grupo HF foi de 58,3 anos (±12,1) vs. 63,7 anos (±10,7) do grupo não-HF (p = 0,016) (tabela II)

 

Conclusão: Em uma população de muito alto risco cardiovascular, a hipercolesterolemia familiar apresentou uma prevalência considerável a partir de critérios clínicos. Identificar corretamente esses pacientes é imperativo, tendo em vista serem pacientes com quadro clínico e anatomia coronária semelhante aos pacientes não-HF, no entanto mais jovens e e com LDL-c de controle mais difícil, o que evidencia a influência da HF ao desenvolvimento de DAC precoce.

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