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TEMPESTADE ELÉTRICA E CHOQUE CARDIOGÊNICO PÓS INFARTO AGUDO DO MIOCARDIO COM SUPRA DE ST REVERTIDO COM ECMO: RELATO DE CASO

Mayara Reis Cardoso Ferreira, Bruna Araújo Silva, Thiago Cavalcanti Matos, Cesar Ribeiro Filadelfo, Filomena Regina Barbosa Gomes Galas, Luciano Moreira Baraciolli, Jose Carlos Nicolau
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: O infarto agudo do miocárdio (IAM) é um problema clínico comum nos dias atuais, tendo como causa mais comum de morte intra-hospitalar o choque cardiogênico. Para estabilização hemodinâmica o suporte mecânico com dispositivos como balão intra-aórtico, dispositivos percutâneos de assistência ventricular esquerda e suporte completo de vida extracorpóreo com oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) muitas vezes são considerados.Até o momento, são poucos os estudos com ECMO demonstrando associação com mortalidade e outros desfechos importantes, especificamente no pós-IAM. O objetivo deste trabalho, foi relatar um caso onde foi utilizado ECMO pós-IAM em um paciente que evoluiu com taquicardia ventricular incessante (TVI) e choque cardiogênico.

Relato: LAQ, 57 anos, masculino, hipertenso, diabético, com dor torácica típica procurou atendimento pronto socorro da Lapa, sendo diagnosticado com de infarto com supra de ST de parede anterior. Trombólise com alteplase com delta T de 2h. CATE oclusão DA proximal com angioplastia stent convencional, e kissing ballon Dg2. Em segundo momento angioplastia de lesão residual Mg1. Evoluiu com taquicardias ventriculares incessantes (TVI) com pulso, novo CATE com 90% médio e MgE1 100% ocluída proximal (oclusão aguda de stent), realizado angioplastia das lesões. Mesmo após procedimento paciente evoluiu com choque cardiogênico, sendo instalada ECMO venoarterial (veia femural esquerda com cânula 23 F, e artéria femural direita com cânula19 F), utilizando uma bomba centrífuga magnética com uma membrana de oxigenação em polimetilpanteno. Houve reversão imediata do choque, com diminuição progressiva dos vasopressores. O ritmo permaneceu sinusal após a ECMO. Houve clareamento do lactato, e correção da acidose metabólica. Após 24 horas houve melhora da função renal e da função hepática. Evoluiu estável do ponto de vista hemodinâmico e cardíaco, sendo realizado desmame ventilatório e desmame de fármacos vasoativos. Após 5 dias foi feita a decanulação da ECMO com sucesso. A extubação foi realizada no dia seguinte a decanulação. Evoluiu bem durante a internação e em alta encontrava-se estável, com ECO TT FE 40% recebendo anticoagulante oral (varfarina com INR na faixa adequada), clopidogrel, beta-bloqueador, inibidor de enzima de conversão de angiotensina e inibidor de aldosterona.

Conclusão: O choque cardiogênico se mantem como uma grave complicação do infarto agudo do miocárdio, principalmente quando associada a evento arrítmicos, e a utilização da ECMO pode ser uma boa opção de tratamento para estes casos.

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