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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Fechamento percutâneo de comunicação interventricular pós infarto agudo do miocárdio

Viviane Moron, Pedro Lucas de Carvalho , Thiago Prado, Laercio Uemura, Ricardo José Rodrigues, Marcos Aparecido Rosa de Moraes
Centro de Doenças do Coração - Londrina - Paraná - Brasil

 Introdução  

 A Comunicação Interventricular (CIV) que ocorre após o infarto agudo do miocárdio (IAM) é rara,com incidência relatada de 0,2% a 0,34% dos casos. O tratamento de escolha é a correção cirúrgica e caso não seja realizada precoce a doença apresenta mortalidade acima de 90%. Por sua vez,o tratamento cirúrgico da CIV resulta em altas taxas de mortalidade, que variam de 20% a 87%. 

Recentemente, tem sido proposto como método alternativo e menos invasivo, o fechamento da CIV após o IAM com técnica percutânea. Na maioria dos relatos de IAM utilizou-se a prótese de Amplatzer. Outras próteses estão disponíveis, como a prótese CERA(reduz o risco de formação de trombos).

Relato do Caso

 Paciente feminino,84 anos com diagnóstico de IAM de parede anterior. Foi submetida à cineangiocoronariografia que demonstrou oclusão de artéria Descendente Anterior e primeiro Diagonal, realizado angioplastia e trombo aspiração. Ao realizar o ecocardiograma transtorácico,foi visibilizado uma comunicação interventricular muscular em região apical com cerca de 8 mm e shunt E/D, além de acinesia do septo anterior e apical.

 Promovemos uma discussão clínica e diante de uma paciente com alto risco para cirurgia convencional e anatomia favorável optamos pelo fechamento percutâneo.

 O procedimento de fechamento da CIV foi realizado com implante de prótese Amplatzer. Não houve intercorrências no procedimento e a ventriculografia evidenciou shunt residual discreto. No dia seguinte ao fechamento evolui com complicação de um acidente vascular cerebral isquêmico e no decorrer da internação sepse e morte.

Discussão

Relatamos o caso de CIV pós IAM fechada por via percutânea com prótese Amplatzer. A CIV pós IAM possui alta mortalidade, especialmente nos pacientes instáveis e os não submetidos à cirurgia. Entretanto,esse tipo de tratamento ainda apresenta índices de sucesso aquém do ideal.

 Inicialmente o fechamento percutâneo foi utilizado para pacientes com CIV em fase subaguda, crônica e ou nos casos de shunt residual pós operatório. Thiele e cols. publicaram o primeiro procedimento realizado em pacientes agudos, com taxa de sobrevida em 30 dias de 35% e naqueles com choque cardiogêncio 12%. Além disso 41% evolui com embolização e shunt residual.Nossa  paciente no 4º dia evolui em choque cardiogênico,optado pelo procedimento e resultou em compensação clínica, logo complica com AVC.

Conclusão

Apesar de o tratamento cirúrgico ser o de escolha, o procedimento percutâneo pode ser uma opção, especialmente em pacientes com alto risco operatório e ou anatomia desfavorável para cirurgia.

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