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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

AORTITE INFECCIOSA POR STAPHYLOCOCCUS AUREUS: RELATO DE CASO

TOSCAN, DCO, TOFANO, RJ, ASSIS,YD, MORO,AS, XAVIER, LSL, DANTAS, SZ
ASSOCIAÇÃO BENEFICENTE HOSPITAL UNIVERSITÁRIO - MARÍLIA - SÃO PAULO - BRASIL, UNIVERSIDADE DE MARÍLIA - UNIMAR - MARÍLIA - SÃO PAULO - BRASIL

INTRODUÇÃO: Aortite é qualquer condição que envolva a inflamação da aorta porém a  condição é rara e usufrui de diferentes localidades e etiologias, as quais podem ter origem em infecções, vasculites e respostas imunes. Na Aortite Infecciosa (AI) os agentes mais comuns são Staphylococcus, Enterococcus, Streptococcus e Salmonella. O diagnóstico precoce é importante visto que a inflamação pode ocasionar no surgimento de aneurismas com risco de ruptura, fístulas, trombose com embolização e dissecção. RELATO DE CASO: Paciente R.Z, 69 anos, feminino. Um dia após realização de endoscopia digestiva alta iniciou quadro de dor torácica, constante, que irradiava para região de escapula esquerda, associada a febrícula. Ao exame físico, bom estado geral, sem alterações além de febre. Realizada tomografia computadorizada de tórax (TC) na suspeita de trauma de esôfago pós endoscopia e exames laboratoriais que observaram espessamento da parede lateral esquerda do arco aórtico, medindo 1,5cm, além de pequeno derrame pericárdico. Presença de leucocitose, Proteína C reativa elevada assim como D-dímero e hemocultura positiva para Staphylococcus aureus. Conjunto de achados em associação a presença de febre levantou a possibilidade de AI. Iniciado Imipenem, antibiótico de amplo espectro, substituído por oxacilina após resultado de hemocultura. Paciente evoluiu com melhora, recebendo alta hospitalar com cefalexina por 7 dias. Vinte dias depois iniciou novo quadro de dor precordial, tipo aperto, com duração de 10 minutos e irradiação para dorso. Realizou nova angio-TC, onde visualizou-se pseudoaneurisma (dimensões: 5,9 X 2,3 X 4,4) localizado no arco aórtico,  causando estenose do óstio da artéria carótida comum esquerda sendo encaminhada para realização de tratamento endovascular. ANÁLISE: Os sinais e sintomas clínicos da AI podem ser inespecíficos e imitar outras doenças. Essas manifestações incluem dor, febre e alteração do estado geral. A angioTC representa o padrão ouro para o diagnóstico da AI. O espessamento da parede, a absorção de contraste, o aumento da varredura perivascular e o acumulo de líquido remetem a inflamação do vaso. O tratamento consiste em antibióticos e intervenção cirúrgica para dilatação aneurismática, estenose vascular ou dissecção aórtica ou ruptura. Assim que se suspeitar do diagnóstico, devem ser iniciados antibióticos intravenosos de amplo espectro. CONCLUSÃO: O conhecimento desse diagnóstico diferencial e raro de dor torácica permite o seu reconhecimento e rápida instituição de tratamento para que assim possa se evitar piores desfechos.

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