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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

DISSECÇÃO ESPONTÂNEA DE CORONÁRIA

Lorraine Lorene Felix Cardoso, Pedro Perillo Magalhães Disconzzi de Sá, Henry Campos Orellana, Edgar Rossi Depieri, Jessica Picinin Cardoso, Danielle Navarro Sato, Michelle Gonçalves Birtche, João Paulo Dos Santos Barenco Pinto
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Introdução:A dissecção coronária espontânea(DEAC)é uma entidade rara,encontrada na literatura sob a forma de relatos de casos isolados,que geralmente acomete pacientes jovens e 70% das vezes seu diagnóstico é feito por meio de necrópsia.Na sua maioria,estão ausentes os fatores de risco clássicos para doença aterosclerótica coronária sendo ainda observado,predominância no sexo feminino, com forte associação nos períodos gestacionais, de puerpério e/ou com o uso de anticoncepcionais orais.Durante a gravidez, podem ocorrer alterações patológicas levando ao enfraquecimento de sua parede e, por fim,sua ruptura durante o trabalho de parto ou após.Pode provocar o óbito em até 40% dos casos, geralmente nos primeiros dias do quadro.O prognóstico e a abordagem terapêutica permanecem incertos. Relato de caso: RAS,feminina,29 anos, G4Pn3Pc1, último: 20/10/2018.Admitida por infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST, anterior extenso, Killip 1, trombolisado sem critérios de reperfusão coronariana,encaminhada para estratificação invasiva de resgate.Realizado na admissão, cineangiocoronariografia que evidenciou artéria descendente anterior (ADA) bem desenvolvida com imagem de dissecção importante e presença de hematoma em toda extensão da ADA, sem outras estenoses coronárianas. Optou-se por tentativa de tratamento com angioplastia percutânea, sem sucesso. Recebeu terapia otimizada com posterior alta hospitalar.Discussão: A DEAC acomete predominantemente puérperas e a artéria coronária esquerda (87%). O diagnóstico clínico e angiográfico pode estar subestimado, pois na maioria dos casos não se lança mão de ferramentas diagnósticas valiosas como a  imagem intracoronariana, sem a busca de uma causa subjacente para o quadro clínico. O aspecto angiográfico, apesar de sugestivo, pode não evidenciar claramente a dissecção coronária, que deve ser considerada quando há, em conjunto com as características clínicas descritas, redução de calibre súbita e significativa, obstrução com bordas lisas e sem aspecto de doença aterosclerótica nas coronárias ou linha de dissecção, com ou sem luz falsa, como foi encontrado no caso desta paciente em questão. O tratamento ideal ainda é incerto, sendo que nos pacientes clinicamente estáveis, especialmente quando o fluxo coronário é restabelecido, pode-se considerar uma abordagem médica conservadora, tendo em vista a alta incidência de cura espontânea da dissecção e a baixa incidência de eventos adversos a longo prazo.

 

 

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