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Taquicardia Incessante de Coumel com Taquicardiomiopatia em Adolescente - Relato de Caso

Luana Alcantud Rangel, Felipe Baracat, Bruna Maria Casachi Bernardes de Melo Carapeba
Faculdade de Medicina de Presidente Prudente - Presidente Prudente - SP - Brasil

As Taquicardias de Coumel (TC) são definidas por circuito de reentrada por via acessória, principalmente encontradas em crianças. São incessantes, podendo levar a disfunção ventricular reversível, caracterizando a Taquicardiomiopatia (TCM). Normalmente não respondem a medicação, por isso utiliza-se a ablação por cateter de radiofrequência. Relata-se caso de adolescente com diagnóstico prévio de Taquicardia por Reentrada Nodal que, após avaliação de eletrocardiograma (ECG) em crise, foi diagnosticada com TC e encaminhada para ablação.

Feminino,13 anos, encaminhada para este serviço, com quadro súbito de ansiedade, nervosismo e palpitações, sem melhora com manobras vagais. Possui diagnóstico prévio de taquicardia supraventricular. Realizado ECG, compatível com o diagnóstico de TC. Administrou-se drogas de suporte e realizou-se ecocardiograma (ECO) que evidenciou uma disfunção de ventrículo esquerdo (VE). Com a suspeita de TCM, foi encaminhada para ablação em serviço de referência. Recebeu alta assintomática. Realizou o procedimento de ablação e retornou a este serviço para acompanhamento ambulatorial, permanecendo assintomática.

Na TC, a presença de uma via acessória de condução lenta e exclusivamente no sentido ventrículo-atrial na região cardíaca póstero-septal, promove a formação de um circuito de reentrada estável, caracterizado por ativação atrial tardia com intervalo RP longo, ondas P negativas em derivações de parede inferior ao ECG e levando a TCM.  No caso, vemos um ECG com ondas P negativas em derivações de parede inferior e o desenvolvimento de disfunção de VE ao ECO. O tratamento é resumido em aplicação de manobras vagais, medicações e ablação por cateter de radiofrequência. No caso, as manobras vagais não tiveram sucesso, o que indica a utilização de medicamentos que dificultam a condução elétrica no circuito da arritmia e que reduzem os sintomas de disfunção ventricular. Em casos onde há taquicardia incontrolável com medicações, instabilidade hemodinâmica ou TCM, indica-se a ablação da via acessória, com elevados índices de sucesso, poucas complicações e resolução do quadro. Após ablação, a paciente segue sem complicações ou novos eventos, indicando sucesso da técnica.

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