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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

STRANDS NA PRÓTESE AÓRTICA: COMO DIFERENCIAR VEGETAÇÕES INFECTADAS DE NÃO INFECTADAS – RELATO DE CASO

MARIA EMILIA BEZERRA MARQUES DE SA, CIBELLY G.A. GALLI, JOSE EDUARDO M.KOZAN, RENATA SANTOS LOPES TEIXEIRA, SAMIR M.Y. BISSI, DIOGO TAVEIRA, MAX WAGNER DE LIMA, WALDIR DE PAULA LIBERATO JUNIOR
HOSPITAL AMECOR - Cuiabá - Mato Grosso - BRASIL, IMN - Cuiabá - Mato Grosso - BRASIL

 

As primeiras próteses valvares cardíacas foram implantadas com sucesso em humanos, no início da década de 1.960.  Apesar da maior profilaxia da doença reumática,  desenvolvimento das técnicas de cirurgia cardíaca reparadora e medidas intervencionistas, a substituição valvar ainda é frequente. Os Strands são estruturas formadas por finos filamentos que podem medir vários milímetros e apresentam mobilidade independentemente da prótese. Existem dúvidas ainda quanto à sua composição histológica, como fibrina, colágeno, trombos e mesmo composição heterogêa. R.P.N, 72 anos, masculino, aposentado, hipertenso, troca valvar aórtica por prótese biológica em 2016, por estenose grave , fibrilação atrial paroxística, história de enterorragia sob anticoagulação, doença renal crônica dialítica desde maio 2018; uso domiciliar de aspirina , sinvastatina, losartana, amiodarona e eritropoietina. Deu entrada no nosso serviço no dia 16/06/2018 com história de febre há trinta dias, durante hemodiálise, com intensificação do quadro 04 dias antes, quando iniciou com epigastralgia. Ao exame físico, bom estado geral, hipocorado 1+, dentes em mal estado de conservação, sopro sistólico 2+/6+; sem outras alterações. Aventada hipótese de endocardite, iniciada antibioticoterapia , coletadas culturas. Realizado ecocadiograma transesofágico ( ECOTE): disfunção diastólica tipo II, prótese aórtica biológica estenótica apresentando estrutura filamentar com movimento oscilante aderida a face ventricular de folheto onde era a cúspide não coronariana, com 1,37 cm. Paciente permaneceu afebril durante toda internação, em BEG, sem alteração dos exames laboratoriais, com hemoculturas negativas. Dessa forma, fora solicitado PETCT para elucidação diagnóstica, o qual não demonstrou captação aumentada em local de prótese. Dessa forma, associados aos achados complementares ao quadro clínico, optou-se por suspensão da antibioticoterapia, e seguimento ambulatorial do paciente. O mesmo retornou no início de agosto, mantendo quadro clínico estável, sem novos episódios de febre. Solicitado novo ECOTE para acompanhamento. A diferenciação per si de strands, trombo e vegetacao infectada através dos métodos de imagem onde não abordam perfusão é muito limitada. Os parâmetros clínicos e hemodinâmicos aliados ao 

PETCT mais a descrição minuciosa das caracteristicas da vegetação pelo ecocardiograma transesofágico conseguem responder a essa dúvida crucial no tratamento de pacientes com essa patologia e prótese valvar.

 

 

 

 

 

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