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Aneurisma e ectasia de artéria coronária: existe espaço para anticoagulação oral no cenário de síndrome coronariana aguda?

Oliveira, RB., Moraes, PIM, Amaro, TLR, Rangel, TR, Lipolis, AL, Oliveira, RRR, Araujo, FM, Carvalho, AC
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

O aneurisma de artéria coronária (AAC) é definido como uma dilatação do diâmetro arterial superior a uma vez e meia em comparação com o vaso normal. Quando essa dilatação é difusa, o termo ectasia de artéria coronária (EAC) é preferível. A prevalência destes achados varia de 0,3 a 5% nas séries de cineangiocoronariografia.

Paciente masculino, 54 anos, apresentou precordialgia e sudorese com duração de uma hora. Possuía antecedentes de hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia em uso de hidroclorotiazida, losartana e fenofibrato. Exame físico sem alterações relevantes e eletrocardiograma com supradesnivelamento de segmento ST em parede anterosseptal. Diante da impossibilidade de transferência para angioplastia primária, recebeu terapia antitrombótica e fibrinólise com tenecteplase, evoluindo com critérios de reperfusão. O cateterismo cardíaco após transferência a hospital terciário evidenciou ectasia em artérias coronária direita (CD) e descendente anterior (DA), com imagem em DA sugestiva de trombo intracoronário (figura 1). Devido ao diâmetro superior a 8 mm e grande carga trombótica foi optado por tratamento medicamentoso sem intervenção coronariana percutânea. Ecocardiograma mostrou acinesia septal anterior basal com contratilidade ventricular esquerda global conservada. Sem caracterizar alto risco de sangramento, recebeu alta com AAS 100 mg, clopidogrel 75 mg, rivaroxabana 15 mg, rosuvastatina 20 mg e anti-hipertensivos. Após 2 meses de seguimento foi realizada angiotomografia coronariana que revelou ectasia de 9 mm em DA e 8,2 mm em CD, sem trombos ou estenoses (figura 2). Não apresentou intercorrências após 9 meses de seguimento.

 

O manejo de AAC e EAC é desafiador. Revisão atual recomenda que a anticoagulação oral deva ser considerada nos casos de EAC significativa e que acometa mais de 1 artéria coronária. Optamos em nosso caso por utilizar uma combinação de aspirina, clopidogrel e rivaroxabana. Nosso paciente evoluiu bem, sem recidiva de sintomas e a angiotomografia de coronária não mostrou mudança significativa em relação a cinecoronariografia. O trombo de DA, como esperado, desapareceu. Assim este caso ilustra que talvez haja mais de uma opção de tratamento para AAC e EAC.

 

 Figura 1.

 

Figura 2.

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