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Lipoma Cardíaco: desafio diagnóstico e terapêutico

SOUZA DRN, QUESADA AEM, JUNIOR RAR, LOPEZ RMZ, FRANCISCO JA, COUTINHO ER, LOPES MM, RIBEIRO GCA, COSTA CE, SARAIVA JFK
PONTIFICIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE CAMPINAS – PUCAMP - - SP - BRASIL

Introdução: O lipoma cardíaco é um tumor benigno primário muito raro, sem predominância de gênero ou idade, havendo descrição de aproximadamente 60 casos na literatura, sendo apenas 06 originados no septo interventricular. É considerado uma neoplasia verdadeira encapsulada e composto por células gordurosas maduras, devendo ser diferenciado da hipertrofia lipomatosa do septo, na qual ocorre uma deposição de gordura não encapsulada.

Métodos: Relatamos o caso de uma paciente que obteve este diagnóstico após manifestação de taquicardia ventricular degenerada para fibrilação ventricular.

Resultados: Paciente do sexo feminino, 24 anos, foi admitida na emergência de Hospital Universitário com quadro de palpitações associado a dor precordial e dispnéia. Apresentava-se pálida, sudoreica, com freqüência cardíaca de cerca de 220 batimentos por minuto e pressão arterial de 80x40 mmHg. O eletrocardiograma demonstrou ritmo de taquicardia ventricular sustentada evoluindo para ritmo de fibrilação ventricular, revertida eletricamente. A ressonância magnética cardíaca (figura 1) evidenciou presença de massa infracardíaca, localizada no espaço pericárdico, prolongando-se até o sulco atrioventricular.

Paciente foi submetida a cirurgia cardíaca, via toracotomia inframamária esquerda, sob circulação extracorpórea, com excisão parcial de massa de tecido adiposo (figura 2), visto que não houve plano de clivagem no septo interventricular. Também foi realizado implante de cardiodesfibrilador implantável (CDI). O exame anátomo patológico e imunohistoquímica (figura 3) confirmaram a hipótese de lipoma. Permaneceu em acompanhamento ambulatorial e, após 3 anos, internou novamente com instabilidade elétrica. Novos exames de imagem demonstraram extensa área acometida com infiltração tumoral, sendo optado por transplante cardíaco.

Conclusões: No presente caso, a neoplasia manifestou-se como taquicardia ventricular seguida de fibrilação ventricular, revertida com sucesso, possibilitando diagnóstico através de exame de imagem e anátomo patológico. Apesar de microscopicamente ser composto de tecido gorduroso maduro com cápsula bem delimitada, não houve plano de clivagem na região septal, razão pela qual optou-se pela excisão parcial da massa, implante de CDI e seguimento clínico. Paciente evoluiu com instabilidade elétrica, aumento do tumor e infiltração, sendo optado por transplante cardíaco como tratamento definitivo. Foi submetida ao transplante, vindo a falecer devido a complicações.

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