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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

CONHECIMENTO DA POPULAÇÃO LEIGA ACERCA DA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA (PCR) E REANIMAÇÃO CARDIOPULMONAR (RCP)

Rayanne Kalinne Neves Dantas, Carolina C. de Carvalho, Igor de A. B. Pontes, Eloísa Jordana de B. Oliveira, Matheus Braga Pordeus, Sabrina R. N. Lima, Luíza Carolina M. Marcolino, Karoline Frazão Bezerra, Renata C. Pontes, Oswaldo B. Cascudo Filho
FAMENE - JOÃO PESSOA - PB - Brasil

INTRODUÇÃO: A morte súbita é uma das principais causas de morte no mundo, sendo importante conscientizar e capacitar profissionais de saúde e leigos para o seu enfretamento. Um atendimento precoce pode reduzir mortalidade por meio da RCP e diminuir as sequelas neurológicas. Estudos apontam que a sobrevida advinda da assistência extra-hospitalar corresponde a menos que 6,4% quando comparada à intra-hospitalar. A Sociedade Brasileira de Cardiologia estima que ocorra cerca de 200 mil PCR/ano, metade sendo extra-hospitalar, das quais menos de 1 em cada 3 vítimas recebe socorro de um espectador.

MÉTODOS: A coleta de dados foi realizada a partir de um breve questionário aplicado à população leiga que participou da campanha do Dia Nacional da Reanimação Cardiopulmonar, em agosto de 2018, na cidade de João Pessoa, PB. Da amostra, foram retirados os indivíduos com menos de 10 anos de idade, profissionais da saúde e bombeiros.

RESULTADOS: Foram selecionados 202 participantes para a análise dos dados, dos quais 115 (57%) eram mulheres e 87 (43%),homens. A menor e a maior idade foram 10 e 73 anos, com média de 33 anos. Sobre como identificar a PCR, 122 (60,4%) afirmaram saber e 80 (39,6%) não sabiam; Sobre como proceder diante de uma PCR, 114 (56,4%) disseram saber e 88 (43,6%) não sabiam. Em relação ao sexo, 71 (61,7%) mulheres afirmaram saber identificar a PCR, porém apenas 62 (54%) acertaram (8 citaram  sintomatologia de infarto agudo do miocárdio e 1 citou convulsão); das 58 (50,4%) que afirmaram saber como proceder, apenas 28 (24,3%) acertaram (29 citaram tratamento medicamentoso e 1 citou SAMU, mas não conhecia a manobra de RCP). Dos homens, 51 (58,6%) afirmaram saber indentificar a PCR, dos quais 48 (55%) acertaram (3 citaram sintomatologia de infarto agudo do miocárdio); dos 56 (64,3%) que afirmaram saber como proceder, 32 (37,8%) acertaram (18 citaram tratamento medicamentoso e 6 falaram SAMU, mas não conheciam a manobra de RCP). Durante a simulação com os manequins, 121 (60%) acertaram a RCP, 26 (13%) erraram a frequência das compressões, 25 (12,4%) erraram a profundidade, 18 (9%) erraram o posicionamento do corpo e/ou das mãos, 18 (9%) flexionaram os cotovelos e 6 (3%) não quiseram realizar.

CONCLUSÃO: Pode-se observar que, com correto treinamento, a maioria das pessoas consegue realizar a RCP corretamente. Além disso, muitos detém uma ideia errônea do que é a PCR. Portanto, a abordagem deste tema na educação em saúde é necessária, uma vez que as manobras iniciadas corretamente irão aumentar as chances de sobrevivência da vítima e prevenir complicações.

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