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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Mortalidade em 1 ano em pacientes com estenose aórtica baixo-fluxo, baixo-gradiente e fração de ejeção reduzida ou preservada submetidos ao TAVI

VEE Rosa, D Echeverri , M Sztejfman , A Dager, M Abud , P Charry , AA Chauvet , F Tarasoutchi, F Cura , HB Ribeiro
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL, Angiografia de Occidente - Calli - Valle del Cauca - Colombia, ICBA - Buenos Aires - BA - Argentina, Sanatorio Finochietto - BA - BA - Arg

Introdução: Dados sobre os desfechos em pacientes com estenose aórtica com baixo fluxo, baixo gradiente clássica (BFBG-C) e paradoxal (BFBG-P) submetidos ao TAVI são escassos e contraditórios. Nosso objetivo foi comparar as características basais, do procedimento e desfechos em pacientes com BFBG-C, BFBG-P e estenose aórtica com alto gradiente (AG) submetidos ao TAVI. Métodos: Pacientes de 12 centros da américa latina incluídos no Transcatheter RegistrY of aorTic valve biOprosthesis in Latin-AMerica (Registro TRYTOM) foram divididos em 3 grupos: 1) AG: gradiente transaórtico médio (GM) ≥ 40 mmHg; 2) BFBG-P: GM < 40 mmHg e fração de ejeção de ventrículo esquerdo (FEVE) ≥ 50 %; 3) BFBG-C: GM < 40 mmHg e FEVE < 50%. Os desfechos foram avaliados em 30 dias e 1 ano e foram classificados de acordo com as definições do VARC-2. Resultados: 1040 pacientes foram incluídos, sendo 677 (65%) classificados como AG, 223 (21%) como BFBG-P e 140 (14%) como BFBG-C. A mediana do seguimento foi de 16 meses (0-109). Encontramos diferenças nas características basais entre os grupos AG, BFBG-P e BFBG-C em relação à idade (80±7 vs 80±5 vs 78±8 anos; p=0,017), doença coronariana (44,1 vs 47,1 vs 57,9%; p=0,012), EuroSCORE II (7,2±6,3 vs 7,5±5,0 vs 12,9±10,4%; p<0,001), FEVE (56±11 vs 61±7 vs 32±9%; p<0,001), GM (53±13 vs 30±6 vs 27±7 mmHg; p<0,001) e creatinina (1,2±0,7 vs 1,1±0,5 vs 1,5±1,3 mg/dl; p<0,001). Apesar de tais diferenças significativas, os desfechos após o TAVI foram similares entre os grupos em relação a sucesso do implante do dispositivo (89,8 vs 95,1 vs 90,7%; p=0,057), mortalidade intra-hospitalar (6,1 vs 5,9 vs 11,8%, respectivamente; p=0,144) e todos outros desfechos VARC-2. Sexo feminino (OR 2,13, IC 95% 1,16-3,92, p=0,014), FEVE (OR 1,02, IC 95% 1,00-1,04, p=0,039) e GM (OR 0,97, IC 95% 0,95-0,99, p=0,004) foram os únicos preditores de sucesso do implante do dispositivo na análise multivariada. Além disso, mortalidade em 1 ano foi similar entre os grupos (9,5 vs 8,3 vs 14,3%; p=0,358 – Figura 1) e, na análise multivariada, diabetes (HR 2,44, IC 95% 1,10-5,41, p=0,028), creatinina (HR 1,65, IC 95% 1,17-2,33, p=0,004), conversão para anestesia geral (HR 7,93, IC 95% 2,08-30,20, p=0,002) e AVC incapacitante pós-TAVI (HR 12,84, IC 95% 3,09-53,40, p<0,001) foram preditores de mortalidade em 1 ano. Conclusão: Apesar das diferenças basais, o TAVI em pacientes com BFBG-P e BFBG-C é factível e com desfechos clínicos similares quando comparados aos pacientes com AG. Mortalidade a médio prazo foi associada a diabetes, creatinina e complicações do procedimento.

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