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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Dissecção aguda de coronária em paciente masculino jovem; Um diagnóstico diferencial de síndrome coronariana aguda.

Rodrigo de Paiva Muniz Ferreira, Eduardo Rosa de Oliveria, Marco Antonio Scanavini Filho, Fábio Augusto Pinton, Wong Chiu Ping
HOSPITAL SIRIO LIBANÊS - - - BRASIL

 

Introdução:

A Dissecção Coronariana Espontânea (DCE) é uma causa incomum de síndrome coronariana aguda.Sua verdadeira prevalência permanece incerta, principalmente por se tratar de uma condição subdiagnosticada.

 

Relato de caso:

Paciente masculino, 55 anos, hipertenso e sedentário, apresentou durante caminhada, dor anginosa com duração de aproximada de 30 minutos, associada a sensação de dispnéi e sintomas de pré-síncope. Ao exame físico mostrava-se em bom ansioso, com pressão arterial de 150x100mmHg . normocárdico e eupnéico, sem alterações à ausculta cardíaca e pulmonar O Eletrocardiograma inicial não apresentou alterações sugestivas de isquemia miocárdica. Realizou ecocardiograma transtorácico que evidenciou função sistólica preservada, sem alterações segmentares. Porém os primeiros marcadores de necrose miocárdica revelaram troponina ultrassensível de 0,24(valor referência <0,16 ng/dl). Em acordo com principal suspeita de infarto agudo do miocárdio sem supra desnivelamento de ST, foram administrados AAS 200mg e Ticagrelor 180mg, sendo encaminhado em seguida para o laboratório de hemodinâmica. A cineangiocoronariografia evidenciou:artéria descendente anterior com irregularidades parietais, primeiro ramo diagonal (Dg1) com lesão excêntrica de 60% no terço proximal, artéria circunflexa com irregularidades parietais, com segundo ramo marginal de imporante calibre (MgE2) com afilamento abrupto e lesão de 90% no terço médio-distal, sugestivo de dissecção espontânea. Para confirmar tal suspeita diagnóstica, foi realizada investigação adicional com tomografia de coerência óptica(OCT) com visualização de imagem de dissecção com hematoma intramural em ramo MgE2 Devido estabilidade clínica do paciente e a etiologia da síndrome coronariana aguda, optou-se por tratamento conservador da dissecção coronariana e associação ao esquema terapêutico de atorvastatina e atenolol. O paciente prosseguiu com boa evolução clínica, curva descendente de troponina I e ausência de novas alterações segmentares ao ecocardiograma

Discussão/conclusão: A DCE é uma causa incomum de síndrome coronariana aguda, porém não tão rara quanto previamente descrito na literatura. Através do auxílio de novas técnicas de imagem coronariana como a OCT, está sendo observado aumento na incidência desse diagnóstico, tanto no grupo mais prevalente(mulheres jovens), como também em pacientes com perfis menos convencionais. Em nosso relato, o diagnóstico correto foi determinante para o melhor planejamento terapêutico.

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