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Deiscência espontânea e fratura de bioprótese mitral em idoso com regurgitação paravalvar

André Feitosa Wanderley Cavalcanti, Débora Ângela Leão, Luciana Bandeira Onofre, Fabricio Almeida Jorge, Gustavo Saddi de Almeida, Leonardo Cogo Beck, Vitor Salvatore Barzilai
Instituto de Cardiologia do Distrito Federal - Brasilia - DF - Brasil

 

Introdução: A regurgitação paravalvar com repercussão hemodinâmica é uma complicação incomum e grave  das cirurgias de troca valvar. Sua incidência é estimada entre 3% a 6%. A ocorrência de deiscência da prótese, é ainda mais rara, ocorrendo de 0,1% a 1,3% dos casos. Relatamos aqui um caso de idoso com ocorrência tardia de deiscência de bioprótese mitral.

 

Descrição: ACO, 82 anos, masculino. Antedentes de Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, Fibrilação Atrial permanente e Doença Renal Crônica não-dialítica. Submetido em 2005 a cirurgia de troca valvar mitral por bioprótese. Apresentando diversas internações no início de 2018 por descompensação de insuficiência cardíaca (IC) em perfil B, com derrames pleurais e congestão hepática; progressiva dificuldade de compensação com diuréticos. Ecocardiograma 3D mostrou  deiscência com deslocamento do anel da prótese, em região mitroaórtica, cursando com refluxo periprotético acentuado; insuficiência tricúspide acentuada também foi detectada. Pelo risco cirúrgico elevado, optou-se por tentativa de tratamento percutâneo, porém este foi negado pelo plano de saúde do paciente. Durante cineangiocoronariografia pré-operatória, a escopia visualizou fratura do anel protético, com embolização de parte deste durante o exame pela aorta. Tomografia realizada localizou fragmento em aorta abdominal, a nível do tronco celíaco. Pelo seu diminuto tamanho, com baixo risco de complicações isquêmicas significativas, optou-se por não abordá-lo. Seguiu-se imediatamente para cirurgia de Retroca Valvar Mitral por Bioprótese e Plastia de Tricúspide com Anel de Carpentier, que foi realizada com sucesso. Apresentou boa evolução pós-operatória, com necessidade de permanência hospitalar por 15 dias para compensação de IC, recebendo alta em boas condições clínicas.

 

Conclusão: Em idosos com múltiplas comorbidades, o tratamento percutâneo da regurgitação paravalvar com repercussão hemodinâmica costuma ser o tratamento de escolha. Nos casos de fratura da prótese, faz-se necessário o tratamento cirúrgico convencional, neste caso, realizado com sucesso. 

 

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