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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

IMPACTO DAS DIFERENÇAS ÉTNICAS NA SOBREVIDA TARDIA DA SÍNDROME CORONARIANA AGUDA (SCA)

CRUZ R.A.P, BIRTCHE M.G , SA P.P.M.D , DEPIERI E.R , ARERO J.R.B , MAGALHÃES T.F.G , ARAUJO G.C , LIMA V.M , JUNQUEIRA D.L.M , CARVALHO L.P.C
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

INTRODUÇÃO

As populações asiáticas apresentam altas taxas de eventos cardiovasculares adversos secundários e mortalidade (ECCAM) se comparados aos caucasianos. É incerto se a elevada prevalência de fatores de risco para doença arterial coronariana têm influência incremental na mortalidade Cardiovascular (MCV) destas populações.

 

OBJETIVO

Analisar a ocorrência de (ECCAM) em muito longo prazo após um evento índice de IAM nos 3 principais grupos étnicos asiáticos e os comparar com os de uma população controle saudável pareada por etnia, idade e gênero.

 

MÉTODOS

Foram estudados 15.151 pacientes hospitalizados por IAM com tempo médio de acompanhamento de 7.3 anos (máximo de 12 anos) em seis hospitais públicos de Cingapura entre 2000-2005. A mortalidade global e a MCV até 2012 foram comparadas entre os 3 principais grupos étnicos que representam grande parte da Ásia: chineses, malaios e indianos. A sobrevivência relativa de todos os 3 grupos étnicos foi comparada com uma população de referência contemporânea utilizando o método da taxa de sobrevivência relativa (TSR).

 

RESULTADOS

O GRACE escore calibrado para a população local foi maior entre os chineses, seguido por malaios e índianos: 144 (percentil 25 - 119, percentil 75  - 173), 138 (115 - 167) e 131 (109 -160), respectivamente, P <0,0001; Da mesma forma, a mortalidade intra-hospitalar foi maior entre os chineses (9,8%), seguida pelos malaios (7,6%) e indianos (6,4%). Em contraste, a mortalidade global em 12 anos e a MCV  foi maior entre  malaios (46,2 e 32,0%), seguida pelos chineses (43,0 e 27,0%) e indianos (35,9 e 25,2%), P <0,0001. A TSR em 5 anos foi menor entre os malaios (TSR 0,69), seguido pelos chineses (TSR 0,73) e indianos (TSR 0,79), em comparação com uma população controle saudável usada como referência (RSR 1,00).

 

CONCLUSÃO

A divergência nas taxas de mortalidade entre grupos étnicos persiste mesmo num sistema público de saúde universal. A mortalidade global e MCV são responsáveis por uma proporção considerável da mortalidade a longo prazo após um evento índice de IAM. Em comparação com a população saudável, os pacientes que sobrevivem a um IAM mesmo recebendo tratamento contemporâneo, têm um risco residual muito alto de MCV em 3 e 5 anos.

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