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Embolia séptica por endocardite em paciente com Lúpus eritematoso sistêmico: Relato de caso.

Gabriel leiros Romano, Ana Vitoria Vitoreti Martins, José Vitor lago, Gabriel Mandarini Doho, João Ricardo fernandes , Flavio Tarasoutchi
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Embolia séptica por endocardite em paciente com Lúpus eritematoso sistêmico: Relato de caso.
Introdução: Endocardite infecciosa é uma doença grave, potencialmente fatal devendo ser suspeitada e rapidamente tratada, principalmente em paciente valvopatas ou não valvopatas com dispositivos vasculares temporários. Além de rápida investigação e tratamento das complicações.
Relato de caso: TLC, Feminino, 26 anos, Natural e procedente de São Paulo; deu entrada no pronto- socorro por queixa de febre e queda do estado geral, associado a dor lombar de forte intensidade e hipotensão na sessão de hemodiálise. Sabidamente portadora de Lúpus eritematoso sistêmico com acometimento renal, em hemodiálise desde 2015. A princípio fazia hemodiálise por cateter de longa permanência, porém teve esse cateter trocado por um de curta permanência por infecção do óstio de implantação. Teve o diagnóstico de endocardite por ecocardiograma transtorácico que evidenciou massa em átrio direito aderida a valva tricúspide de 48x18 mm de diâmetros e hemoculturas positivas para Estafilococos Aureus Sensível a Oxacilina. Feito também tomografia de coluna lombar evidenciando discite em L4-L5 e sacroileíte de provável etiologia infecciosa. Durante a internação evoluiu com dispneia e dessaturação, sendo feito então Angiotomografia e diagnosticado tromboembolismo pulmonar. Somado a isso a paciente teve cianose de 3o e 4o pododáctilos esquerdos por embolia arterial paradoxal. Feito então ecocardiograma trans esofágico que além de confirmar a massa atrial com extensão para veia cava, diagnosticou o forame oval patente (FOP). A paciente foi então tratada com antibióticos com duração prolongada do tratamento (oxacilina por 7 semanas), feito vegetectomia, plastia da valva tricúspide e fechamento do FOP. Mantida anticoagulação com heparina em bomba de infusão e Varfarina na alta hospitalar. Tentativa de fístula para hemodiálise foi sem sucesso, sendo passado novo cateter de longa duração. Optado por ciprofloxacino por 6 meses pela discite lombar. Teve alta hospitalar em bom estado geral, deambulando mantendo 3 sessões de hemodiálise semanais. Mantendo seguimento ambulatorial.
Discussão: Infecção relacionada a dispositivos vasculares gera um gasto em saúde cada vez maior, tendo sido vistas nesse caso, várias complicações possíveis decorrentes dessa patologia. O tratamento cirúrgico, pelo tamanho da vegetação e as embolias sépticas, associado ao antibiótico guiado por culturas e o suporte hospitalar adequado, propiciaram a recuperação dessa paciente tão jovem.

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